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Não é só na Bolsa: renda fixa também está precificando chances de Dilma vencer

Mercado futuro já estima juros maiores nos próximos anos com reeleição da presidente

Dilma Rousseff
(Divulgação )

SÃO PAULO - Nos últimos meses o principal "driver" da Bolsa foi o cenário político. A cada pesquisa eleitoral ou novidade no noticiário eleitoral, as ações, principalmente, das estatais e bancos, ven reagindo com fortes oscilações.

E agora, com a recuperação de Dilma Rousseff nas novas pesquisas eleitorais, a Bovespa já começou a precificar uma vitória da candidata nas eleições. Mas não está sozinha: o mercado de renda fixa também já reage à uma possível vitória da atual presidente. 

O mercado de juros futuros é um dos mais sensíveis às decisões do Copom (Comite de Política Monetária), na medida em que o aumento ou redução da taxa selic interfere diretamente nos negócios. Dessa maneira, o mercado reage às expectativas de qual será o cenário após as eleições. 

Aparentemente em um cenário cada vez mais provável com a reeleição de Dilma, assim como as pesquisas eleitorais estão mostrando, economistas estimam que não deverá acontecer grandes mudanças na política econômica do Brasil. Assim, o superávit do País seria mais baixo e haveria um pequeno ajuste nos preços administrados. Além disso, o a expecativa é de baixo crescimento e alta inflação. 

Neste cenário, economistas estimam que a inflação e a Selic aumentaria no longo prazo. Algo em torno de 6,3% e 12%, respectivamente, a partir de 2016. 

Portanto, acreditando em uma vitória de Dilma Rousseff, o mercado de DI começa a precificar este cenário. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 estava em 11% para a taxa básica de juros em um cenário de vitória da oposição. Mas nas últimas semanas o mercado está em alta e já beira os 12%, mesmo após ter um dia de queda ontem. Confira no gráfico abaixo:

DI17

 

 

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