Em mercados / renda-fixa

Itália realiza leilão bem sucedido com menor taxa em um ano

Com a nova venda, governo italiano já obtém 80% do financiamento planejado para este ano; benchmark alemão bate recorde

Coliseu - Roma - Itália - União Europeia - crise
(Getty Images)

SÃO PAULO - Os yields de alguns dos países mais encrencados da zona do euro, como Itália e Espanha, recuam com a expectativa de que o socorro pelo BCE (Banco Central Europeu) aconteça em breve. A Itália realizou um leilão bem sucedido de dívidas com prazo de cinco anos, e as vendeu com a menor taxa de juros em um ano: 4,09% para € 2,7 bilhões.

Na última venda, os papéis foram repassados com custo de 4,73%, no final de agosto. Com a venda, o país obteve 80% do volume financeiro total que planejava angariar neste ano.

Espanha e Alemanha
Os papéis espanhois também avançam, e suas taxas caem para o menor patamar em dois meses, com a esperança de o governo anunciar o pacote de resgate.

Na Alemanha, as taxas dos papéis com maturação para dez anos declinam para o menor nível desde 5 de setembro. O índice dos yields para este período retrocede pelo sexto trimestre seguido, o maior período contínuo de queda desde 1998.

País Rendimento Variação Spread vs. Bund*
Grécia 19,78% +0,44% +18,34
Portugal 8,99% +1,26% +7,55
Itália 5,16% -1,09% +3,72
Espanha 6,01% -1,34% +4,57
França 2,20% -0,32% +0,76
Alemanha 1,44% -0,48% -

* Diferença calculada em pontos percentuais. Fonte: Bloomberg

Entenda: quanto maior, pior
Os títulos públicos são uma das maneiras que os governos possuem para se financiar, enquanto a variação diária dos rendimentos decorre das negociações no mercado secundário. O juro pago pelo governo e o valor do papel são definidos no momento da emissão dos títulos, mas este último sofre variação no mercado secundário.

Assim, quanto mais arriscado um investimento, maior será o prêmio demandado pelos investidores no mercado secundário. Portanto, o valor do título recua e, consequentemente, o rendimento no mercado secundário aumenta. Tal variação positiva é uma indicação de que caso o governo opte por emitir novos papéis o custo para se financiar deverá ser maior.

 

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