Relatório do Pnud sugere imposto sobre emissão de CO2

O relatório também conclamou os Estados Unidos e a União Européia a abrirem seus mercados para o etanol brasileiro

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SÃO PAULO – Na última terça-feira (27), o Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) divulgou o Relatório de Desenvolvimento Humano que, entre outras coisas, sugere a adoção de um imposto sobre a emissão de gases. A sugestão é de que, com o dinheiro arrecadado, sejam criados novos incentivos ao desenvolvimento de tecnologias menos poluentes.

De acordo com a Agência Brasil, essa cobrança pode gerar receitas anuais de até US$ 265 milhões. Os combustíveis mais poluentes, como o petróleo, serão os mais afetados pela taxa.

O relatório também conclama os Estados Unidos e a União Européia a abrirem seus mercados para o etanol produzido no Brasil. Os países ricos são responsáveis por 70% da emissão dos gases causadores do efeito estufa.

Lula sugere que petróleo seja sobretaxado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante o lançamento do estudo no Palácio do Planalto, sugeriu que a venda de petróleo tenha imposto maior, e criticou os países que sobretaxam o etanol brasileiro.

Lula ainda teria chamado a atenção para o fato de que o etanol feito da cana-de-açúcar é mais barato e eficiente na redução das emissões de gases poluentes, se comparado ao etanol à base de milho produzido nos Estados Unidos, que emite tanto CO2 na produção quanto economiza na emissão.

No lançamento, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que a Noruega, que já taxa o petróleo, irá criar um fundo de US$ 2 bilhões para países que estão reduzindo a emissão de gases por meio da diminuição do desmatamento. Essa iniciativa poderá ajudar o Brasil, além de outros países com florestas tropicais, como Indonésia e Malásia.