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17h00 – 23/07
InfoMoney
São Paulo – O Banco Central enviou o relatório de mercado referente à 20 de julho, em que é feita uma pesquisa diária realizada pela autoridade monetária acerca das expectativas do mercado quanto aos principais indicadores econômicos do Brasil. A pesquisa indica um aumento do pessimismo. Novamente a percepção do mercado é a de que a situação pode se agravar em função da crise argentina, o que refletiu no rebaixamento das estimativas de expansão econômica e no aumento das expectativas de inflação.
A mediana das expectativas de mercado para o crescimento do PIB decresceu para 2,7% em 2001 e para 3,3% no próximo ano. Antes desta pesquisa, a expectativas indicavam uma expansão econômica de 2,8% neste ano e de 3,5% em 2002. As estimativas para o IGP-DI da FGV também prevêem uma alta da inflação, já que passou de 7,7% para 8% em 2001 e de 4,78% para 5,4% em 2002. Quanto ao IPC da FIPE, o mercado espera agora inflação de 5,9% neste ano e de 4% no próximo ano. O IPCA, que é o índice que acompanha a meta de inflação acordada entre o governo brasileiro e o FMI para este ano, deve atingir 6,0% neste ano, mas manteve-se em 4,0% para 2002.
Segundo a pesquisa, a balança comercial deve registrar déficit de US$ 1,04 bilhão em 2001, o que é menor que a expectativa anterior, que indicava déficit de US$ 1,14 bilhão para este ano. No mesmo sentido, a projeção para o superávit do próximo ano subiu de US$ 150 milhões para US$ 200 milhões. Para a Selic-Over no fim de 2001, as previsões são de 17,75% ao ano para 2001 e de 15,06% ao ano para 2002. Com relação ao câmbio, as instituições pesquisadas acreditam que a moeda norte-americana deva fechar este ano em R$ 2,35 e em R$ 2,45 no final de 2002.
A mudança das expectativas do mercado reflete a apreensão dos investidores com o cenário econômico atual. De um lado está o racionamento e alta do dólar e dos juros pressionando os preços, o que deve causar um maior efeito inflacionário para o país durante 2001. Por outro está a crise argentina que deve fazer com que haja uma desaceleração no ritmo de expansão econômica, além de exigir um ajuste fiscal por parte do governo federal.