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SÃO PAULO – A taxa de desemprego nos Estados Unidos recuou na passagem entre outubro e novembro deste ano para 10%, 0,2 ponto percentual menor em relação ao mês anterior.
Segundo dados do Departamento de Trabalho do país, foram cortados 11 mil postos de trabalho no período, resultado melhor do que o aguardado pelo mercado, de 125 mil dispensas. O dado revisado de outubro passou de 190 mil cortes para 111 mil.
Este é o menor corte de empregos desde que a recessão começou e revela que a recuperação econômica em andamento está impactando positivamente no mercado de trabalho do país.
Prioridade
No último mês, Barack Obama e Ben Bernanke reforçaram o compromisso de conter a onda de desemprego nos Estados Unidos. Em declaração, o presidente do Fed afirmou que o banco central manterá a taxa de juro baixa até que o mercado de trabalho se recupere, mesmo que isto leve tempo.
Na última quinta-feira (3), o assistente do secretário de Tesouro, Michael Barr, confessou que o Tesouro está avaliando diferentes opções para ajudar os atuais desempregados.
“Há vários modelos diferentes que podem ser usados para fazer isso. Nós precisamos olhar todo o processo para chegar ao ponto mais justo para todos e que tenha um custo efetivo”, reiterou Barr.
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Ponto-chave
Para os analistas do banco Société Générale, o indicador de desemprego é o principal guia do governo norte-americano para planejar sua saída dos programas de ajuda.
“A perda de postos de trabalho deve continuar nos próximos meses, mas os dados sobre pedidos de auxílio desemprego indicam que o ritmo está diminuindo e o emprego pode voltar a crescer em 2010”, afirma o grupo.
“A queda dos pedidos de auxílio-desemprego em novembro também é muito encorajador”, comentam os analistas. O indicador norte-americano registrou 457 mil solicitações na última semana, enquanto eram esperados 480 mil.
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Temporários
A recuperação inesperada pode ser atribuída pelo número de trabalhadores temporários contratados, que cresceu 52 mil no penúltimo mês do ano. Este é o maior avanço desde outubro de 2004, marcando a quarta alta seguida.
A expectativa é de que estes empregados acabem sendo contratados como trabalhadores de tempo integral. Por enquanto, as empresas ainda estão preferindo olhar à movimentação do consumo e da economia para fazer contratações.