Relator entrega parecer do impeachment e mais 4 eventos que vão agitar a semana que vem

Mercado deverá ficar de olho no noticiário político e nos próximos passos da política monetária norte-americana

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SÃO PAULO – O Ibovespa teve a sua sexta semana de alta em sete após o rompimento do PMDB com o governo, que deixou o impeachment mais próximo de ocorrer apesar do ânimo ter esfriado um pouco nos últimos dois dias com o governo se articulando bem para manter os outros partidos grandes da base. Na próxima semana, os trabalhos da Comissão do Impeachment na Câmara dos Deputados continuarão a mexer no mercado, então o investidor deve continuar ligado no noticiário político. 

Já na segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff terá de entregar a sua defesa à Comissão. O relator da comissão especial, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), analisará todas as informações e entregará um parecer provavelmente na quinta-feira (7) para que seja votado se o processo vai ao plenário da Câmara. Para Alex Agostini, economista da Austin Ratings, o embate político sobre esta questão na semana que vem será muito grande no período estes dois eventos. “O governo está trocando cargos por apoio político descaradamente. Perdeu totalmente a vergonha na cara. O Planalto vai lutar com todas as armas, então é difícil acreditar em um impeachment fácil”, afirma.

Contudo, ele diz que uma esperança da oposição será que saiam novidades da Operação Lava Jato. “Essa Nova fase da Lava Jato [a 27ª, batizada de Carbono 14] envolve figuras do PT que foram presas na época do Mensalão, como Delúbio Soares e Silvio Pereira, acabaram soltas e já flertam com a prisão de novo. Eles voltam a ser protagonistas”, explica. Com isso, ele acredita que há boas chances de haver admissibilidade do pedido de impeachment, o que seria um driver de forte alta para a Bolsa. 

Fora do cenário político, o principal será ficar de olho na ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), que, de acordo com Agostini, deve mostrar um tom “dovish” (moderado), assim como o discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen. “Eu acho que a ata terá esse viés de alta gradativa das taxas de juros. Isso vai dar mais volatilidade no longo prazo, mas será uma segurança importante no curto prazo”. Para ele, os juros americanos não serão elevados até o fim do ano. 

A seguir, os destaques da agenda econômica semanal:

IPCA (Brasil)
Aqui no Brasil, o principal dado da semana é o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de março que sai na sexta-feira (8). O dado pode ser importante para balizar as próximas decisões do Copom (Comitê de Política Monetária). Segundo as projeções da LCA Consultores, o índice deve ter um crescimento de 0,47% na comparação mensal, após ter avançado 0,90% em fevereiro. Em 12 meses, o acumulado da inflação deve chegar a 9,43%. O IPCA será divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) às 9h (horário de Brasília). 

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Ata do Fomc (EUA)
A lista de indicadores importantes na semana que vem traz o a ata do Fomc, que será divulgada às 15h00 da quarta-feira (6). 

PMIs (China) 
Por fim, teremos o Purchasing Managers Index de serviços da China, medido pela Caixin/Markit. Os dados de março serão apresentados na terça-feira (5), às 22h45. Em fevereiro, o PMI de serviços ficou em 51,2 pontos. Vale lembrar que resultados superiores a 50 pontos indicam aceleração, ao passo que números mais baixo refletem contração.

Para ver a agenda completa da semana que vem, clique aqui.

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