Em meio à crise

Reino Unido: Boris Johnson diz que seu governo não renunciará

“É exatamente o momento em que se espera que um governo continue com seu trabalho, não que renuncie”, afirmou ele ao Parlamento.

Por  Equipe InfoMoney -

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse nesta quarta-feira que seu governo não renunciará após a saída de dois de seus mais importantes ministros e de uma série de autoridades de menor escalão também se demitirem em protesto contra sua liderança.

Johnson disse a parlamentares que a economia está enfrentando momentos difíceis e que a invasão da Ucrânia pela Rússia representa a pior guerra na Europa em 80 anos.

“É exatamente o momento em que se espera que um governo continue com seu trabalho, não que renuncie”, afirmou ele ao Parlamento.

Renúncias

O ministro das Finanças do Reino Unido, Rishi Sunak, apresentou na última terça-feira (5) sua renúncia ao cargo, afirmando que chegou à conclusão de que o governo britânico “não pode continuar assim”.

“O público, com razão, espera que o governo seja conduzido de forma adequada, competente e séria. Reconheço que este pode ser meu último cargo ministerial, mas acredito que vale a pena lutar por esses padrões e é por isso que estou me demitindo”, escreveu ele no Twitter.

Em sua carta de renúncia a Johnson, Sunak citou “imensos desafios” que o país está enfrentando e enfatizou que os cidadãos estão prontos para “ouvir a verdade”.

“Em preparação para nosso discurso conjunto proposto sobre a economia na próxima semana, ficou claro para mim que nossas abordagens são fundamentalmente diferentes”, acrescentou Sunak.

O ministro disse ainda que está “triste por deixar o governo, mas relutantemente cheguei à conclusão de que não podemos continuar assim”.

A renúncia foi anunciada após o secretário de Saúde, Sajid Javid, também deixar o cargo no que parece ser um protesto contra a liderança de Johnson, principalmente após uma série de escândalos envolvendo o governo do premiê britânico nos últimos meses.

A acusação mais recente contra o premiê britânico diz respeito a outro ministro, Christopher Pincher, que teria sido acobertado por Johnson após ser alvo de queixas de má conduta sexual.

Na semana passada, Pincher renunciou ao cargo de vice-líder do Partido Conservador.

Ontem, um ex-funcionário do Ministério das Relações Exteriores do país, Simon McDonald, acusou o gabinete de Johnson de saber das denúncias contra Puncher e mentir que desconhecia o caso. Recentemente, Johnson sobreviveu por pouco a uma moção de desconfiança apresentada por membros do Partido Conservador, que questionaram a sua liderança.

Na tarde de ontem, o primeiro-ministro britânico nomeou o então ministro da Educação, Nadhim Zahawi, para o cargo de ministro das Finanças.

Já Steve Barclay, chefe de gabinete de Downing Street, foi escolhido para liderar o Ministério da Saúde. A informação foi divulgada pelo jornal britânico “The Guardian”, cuja publicação também revelou que Johnson enviou uma carta aos ex-ministros das Finanças, Rishi Sunak, e Saúde, Sajid Javid, dizendo que lamenta a demissão de ambos do governo.

(com Reuters e Ansa Brasil)

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