Reforma do FMI chega a sério impasse, diz autoridade do G20

A incapacidade de continuar dando uma voz mais poderosa no FMI aos mercados emergentes e reforçar os recursos do fundo parece ser a questão mais controversa para autoridades do Grupo das 20 maiores economias e o FMI

Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu
Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu

Publicidade

WASHINGTON – Discussões sobre as reformas do Fundo Monetário Internacional (FMI) chegaram a um impasse, apesar da declaração de líderes financeiros globais de que iriam avançar sem os Estados Unidos caso o país deixe de ratificar as mudanças até o final do ano, disse uma autoridade do G20 neste domingo.

A incapacidade de continuar dando uma voz mais poderosa no FMI aos mercados emergentes e reforçar os recursos do fundo parece ser a questão mais controversa para autoridades do Grupo das 20 maiores economias e os representantes dos países-membros do FMI que se reuniram no final de semana.

Em um comunicado final, os ministros de finanças e dirigentes de bancos centrais do G20 disseram estar “profundamente decepcionados” com o atraso dos EUA.

“Alguns disseram que precisamos dar aos EUA mais espaço”, disse a autoridade, que participou das negociações do G20 e falou sob condição de anonimato. “Eu diria que estamos em um beco sem saída”, completou.

Qualquer tentativa de dividir o pacote de reformas proposto em 2010 pelo G20 seria desastrosa não só para os EUA, mas para todo o grupo, ele disse, porque a maioria dos países já passou pelos procedimentos de ratificação.

“Se você quebrar o pacote de 2010, terá que começar de novo”, disse a autoridade. “E esse fator não pode ser superado. Como superar isso? Ninguém quer passar novamente por este processo pela segunda vez.”

Continua depois da publicidade

Outras autoridades não estavam imediatamente disponíveis para comentar o assunto.