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SÃO PAULO – Mesmo a alta de 1,44% nesta sexta-feira (19) não evitou que o Ibovespa encerrasse a semana com queda de 1,88%, fechando o período com 53.928 pontos. Para a próxima semana, além da temporada de resultados ganhar força, diversos indicadores devem trazer agito para o mercado.
Logo na segunda-feira (22) pela manhã o Relatório Focus deve chamar atenção com as novas projeções dos analistas para diversos dados da economia doméstica. Para o economista da Austin Rating, Felipe Queiroz, devem ocorrer mudanças principalmente nas perspectivas para a taxa Selic ao final do ano. “O mercado estava dividido em relação à uma alta da taxa de juros nesta semana, agora que o governo efetivou esse aumento, os analistas devem atualizar suas expectativas”, completa Queiroz.
Além do Focus, a semana terá a Ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que deve apresentar maiores detalhes sobre a decisão do governo em elevar a taxa Selic de 7,25% para 7,50% ao ano.
O analista da Austin explica que o relatório deve ajudar a entender um pouco qual será o período em que o governo deve continuar com a elevação dos juros. De acordo com a equipe de análise da corretora, a expectativa é que tenham elevações sucessivas de 0,25 p.p. até o final do ano.
Europa em destaque no exterior
Mesmo sem uma grande quantidade de indicadores na semana, a Europa deve chamar a atenção entre segunda e terça. No início da semana, a zona do euro terá a preliminar da confiança do consumidor, mostrando o clima no setor de consumo da região.
“Na terça-feira o grande foco será na Europa”, destaca Queiroz. Tanto na Alemanha quanto na zona do euro serão apresentados os PMI (Purchasing Manager’s Index) da indústria e de serviços. O analista explica que enquanto países como a Alemanha e a França têm mostrado bons números na economia, diversos outros países da região têm registrado um grande endividamento e altos índices de desemprego, o que prejudica os dados desses indicadores.
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Na quinta-feira (25), o Reino Unido irá apresentar o seu PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre de 2013, isso em um momento onde o país tem visto algumas agências de rating, como a Fitch, reduzindo sua nota de crédito, passando de AAA (nota máxima), para AA+.
Ásia e EUA
Na agenda asiática, a semana terá destaque no começo e ao final da semana. O HSBC apresenta a preliminar da Sondagem Industrial PMI da China, que de acordo com Queiroz deve manter o crescimento apresentado nos últimos resultados, porém, já apresentando sinais de desaceleração.
Na sexta-feira, o Bank of Japan, o Banco Central japonês, se reúne para discutir sobre mudanças na taxa de juros do país. As projeções mostram que ela não deve ser alterada, permanecendo entre 0% e 0,05%. Vale ressaltar que o novo governo do Japão tem apresentado uma política arrojada de afrouxamento monetário, visando gerar inflação no país.
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Além dos diversos indicadores semanais, nos EUA serão apresentados dois números importantes para a economia do país. O primeiro é o Índice de Atividade Nacional, que será divulgado na segunda e que deve comprovar o crescimento moderado da economia norte-americana que o Federal Reserve ressaltou após sua última reunião.
Além disso, na sexta será apresentado o PIB do país, que de acordo com Queiroz, deve ser o grande foco no mercado internacional e deve ter algum impacto nas bolsas ao redor do mundo, incluindo a brasileira.