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SÃO PAULO – Contrariando o movimento positivo do Ibovespa, as ações ordinárias da JBS (JBSS3) encerraram o pregão desta sexta-feira (31) no topo da lista das maiores perdas do índice no mês de março, somando desvalorização de 12,44%, cotadas a R$ 7,95 cada. O benchmark, por sua vez, encerrou o terceiro mês do ano com variação positiva de 5,82%, melhor marca desde novembro passado.
O principal driver para o desempenho dos papéis da JBS no período foi o pedido de análise de oferta pública primária de ações que a companhia realizou junto à Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). Ao mesmo tempo, o FB Participações também pretende distribuir papéis via uma oferta secundária de ativos. Segundo informou a empresa, a pretensão é distribuir ações ordinárias em uma operação voltada para investidores brasileiros, contando também com esforços de colocação de papéis no exterior.
O prospecto preliminar da oferta revelou que os recursos obtidos através da distribuição primária de ações serão destinados a investimentos na própria empresa, especialmente em sua ampliação da plataforma de distribuição direta, bem como em capital de giro e despesas gerais e administrativas.
Operação
De acordo com informações da JBS, a empresa contará com o banco BTG Pactual como coordenador líder da operação e os bancos J.P. Morgan, Santander Brasil, Bradesco BBI e Banco do Brasil como coordenadores contratados. A companhia prevê ainda opções de lote suplementar e adicional de até 15% e 20% do total de ações inicialmente ofertadas, caso a demanda exceda a oferta. O público-alvo são investidores não-institucionais (Oferta de Varejo) e institucionais (Oferta Institucional)
Especula-se ainda se a empresa fará uma oferta pública de ações de suas subsidiárias norte-americanas.
Parmalat
Outro catalisador ao comportamento das ações da companhia foram os rumores de uma possível venda da Parmalat à JBS. Após ampla repercussão pelo mercado, o presidente da maior fabricante de carnes do mundo, Joesley Batista, disse que não tem interesse em ingressar no mercado de leite UHT (longa vida).
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“No segmento UHT, puro e simples, certamente não vamos entrar”, disse a jornalistas o CEO (Chief Executive Officer) da empresa, afirmando que esse setor é reconhecido por margens apertadas.
Resultados
Os resultados da companhia, embora tenham sido bem recebidos pelo mercado em um primeiro momento, mostraram números ainda fracos. No último trimestre de 2009 a empresa obteve um lucro líquido de R$ 127,9 milhões, comparado ao prejuízo de R$ 53,2 milhões visto no mesmo período do ano anterior.
“O resultado financeiro voltou a ficar negativo e ocasionou uma despesa de R$ 128,7 milhões, contra um resultado positivo de R$ 7,8 milhões no terceiro trimestre de 2009. Como consequência o lucro líquido ficou bem abaixo de nossas projeções”, avaliou o analista Rafael Cintra, da Link Investimentos.
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Aquisições
O movimento de aquisições também mexeu com os papéis do frigorífico ao longo do mês. A JBS confirmou em meados de março a compra da companhia australiana Rockdale Beef, por meio de sua subsidiária Swift Australia. Os valores da aquisição não foram mencionados pela empresa.
De acordo com a JBS, a Rockdale Beef possui uma operação de carne bovina integrada através de fazendas, confinamentos fábrica de ração e frigorífico. Com uma capacidade de abate de 200 mil bois por ano e confinamento de mais de 50 mil bois simultaneamente, a companhia fica em New South Wales, na Austrália.
Outras quedas de março
Outros papéis que também tiveram desempenho negativo em março foram LLX LOG ON (LLXL3, R$ 8,37, -12,26%), Rossi Resid ON (RSID3, R$ 12,39, -12,25%), Duratex ON (DTEX3, R$ 15,35, -10,76%), Gafisa ON (GFSA3, R$ 12,29, -10,29%) e TAM PN N2 (TAMM4, R$ 30,40, -9,23%).