Refletindo dados dos EUA e ata do Copom, dólar comercial segue em queda

Mercado avalia indicadores como Initial Claims, além do tom de prudência contido no documento da autoridade brasileira

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SÃO PAULO – Com um cenário mais ameno se delineando no front internacional nesta quinta-feira (25), o dólar comercial segue a trajetória de desvalorização apresentada na abertura da sessão, operando em queda.

Assim como nas últimas sessões, o noticiário corporativo influencia o humor dos investidores, mas divide espaço com a agenda econômica, que contém, dentre outros, os dados do Initial Claims, que na última semana registrou um recuo no número de pedidos de auxílio-desemprego menor do que o esperado. É aguardado ainda o New Home Sales.

No plano doméstico, o grande destaque fica por conta da ata do Copom (Comitê de Política Monetária). O documento demonstrou as preocupações do colegiado acerca das pressões inflacionárias no Brasil e no mundo, decidindo desta forma adotar uma postura mais cautelosa.

Visão dos analistas

“Se o ambiente externo melhorar e o fluxo efetivo de ingressos externos estiver mais forte, o Banco Central precisará ser mais agressivo para evitar quedas mais acentuadas no mercado cambial”, afirmou a corretora Arkhe, ponderando sobre possíveis intervenções do BC no câmbio desta quinta-feira.

Confira as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7880 na compra e R$ 1,7900 na venda, forte baixa de 1,00% em relação ao fechamento anterior.
No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,0700 na venda, representando um ágio de 15,77% em relação ao dólar comercial.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro está sendo cotado a R$ 1.791,
forte baixa de 0,94% em relação ao fechamento
de R$ 1.808
da última quarta-feira.
O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, opera
em forte baixa de 0,83%,
atingindo R$ 1.797 frente
a R$ 1.812 do fechamento de quarta-feira.