Referências positivas prevalecem, Ibovespa segue Wall Street e sobe 0,22%

Decisão do Fed ofuscou mau humor trazido pelo corte de rating da Espanha; Net é destaque de queda e Bradesco avança

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Após abrir em alta, recuar com o corte do rating da Espanha e tomar fôlego com a manutenção da taxa básica de juro nos EUA e do teor do comunicado do Fed, que não mencionou estratégias de saída dos estímulos econômicos e não retirou sua expressão de juro baixo por um “extenso período de tempo”, o Ibovespa acompanhou Wall Street e fechou em alta de 0,22%, a 66.655 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 6,99 bilhões. Vale lembrar que, ainda nesta quarta-feira, o Copom divulga sua decisão com relação a taxa Selic.

Principal referência da sessão, o Fomc optou pela manutenção do juro básico norte-americano na faixa entre 0% e 0,25% ao ano pela 12ª vez consecutiva. Apesar das expectativas de mudanças no teor do texto do comunicado, o Comitê optou por manter que “as condições econômicas, incluindo baixas taxas de utilização de recursos, tendências inflacionárias sob controle e expectativas de inflação estáveis, provavelmente garantirão níveis excepcionalmente baixos para a Fed Funds Rate por um período extenso”, o que agradou o mercado.

Após o corte do rating de Grécia e Portugal pela agência de classificação de risco S&P na última terça-feira, agora é a vez da Espanha ter sua nota soberana de longo prazo rebaixada pela agência de AA+ para AA, com perspectiva negativa.

Bolsa
O Bradesco obteve lucro líquido de R$ 2,1 bilhões nos três primeiros meses do ano, 22,1% maior que o contabilizado no mesmo período de 2009. As ações do banco avançaram.

Liderando as perdas do benchmark, a NET Serviços reportou lucro líquido de R$ 46 milhões nos três primeiros meses deste ano, resultado abaixo dos R$ 120 milhões obtidos no mesmo período de 2009. De acordo com a companhia, o desempenho inferior ao reportado durante janeiro a março do último ano deve-se “aos impactos da variação cambial, mais despesas com juros e maior depreciação”.

Fora do índice, os papéis da Telebrás recuaram. A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados deu início nesta tarde a audiência pública que debaterá o vazamento de informações sobre a possível reativação da Telebrás. O deputado Indio da Costa (DEM-RJ), que requereu a reunião, afirma que a veiculação de fatos não oficiais pode ter provocado a alta de 35.000% nas ações da empresa.

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Agenda
A produção industrial nacional avançou para 62,9 pontos durante o mês de março, crescimento de 12,1 pontos em relação ao revelado em fevereiro, segundo pesquisa da Sondagem Industrial divulgada pela CNI.

Dólar
Consolidando sua trajetória negativa no final da sessão, o dólar comercial fechou com queda de 0,91%, sendo cotado na venda a R$ 1,751 – mínima alcançada no intraday.

No front doméstico, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares entre as 12h20 e as 12h30 (horário de Brasília), tendo uma taxa de corte aceita em R$ 1,7617. Ainda sobre essas operações, a autoridade monetária informou que foram captados no mercado cambial à vista neste mês (até 23 de abril) US$ 2,406 bilhões. Com isso, o montante acumulado desde o início do ciclo de intervenção, em maio de 2009, aumentou para US$ 34,832 bilhões.

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Já o fluxo cambial mostrou que a saída de dólares no País superou a entrada em US$ 9 milhões nos primeiros 15 dias úteis do mês. Dessa forma, o saldo positivo acumulado em 2010 diminuiu para US$ 2,78 bilhões.

Renda Fixa
No aguardo da decisão do Copom, os juros futuros fecharam em alta. O título com vencimento em junho de 2010, que apresentou maior liquidez, fechou apontando 9,29%, alta de 0,05 ponto percentual.

O mercado de títulos da dívida externa fechou em queda. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com desvalorização de 0,37%, cotado a 133,60% do valor de face. Já o risco país registrou queda de 4 pontos base em relação ao fechamento anterior, atingindo 186 pontos base.

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