Publicidade
SÃO PAULO – O dólar comercial fechou esta quarta-feira (12) com queda de 0,56%, sendo cotado na venda a R$ 1,773. Referências favoráveis colaboraram para o dia positivo nos mercados, ajudando a ofuscar as preocupações sobre o futuro da crise fiscal europeia. Diante desse cenário mais propenso para a tomada de risco, a moeda norte-americana acabou perdendo espaço para investimentos com caráter menos conservador.
Como de costume, o Banco Central do Brasil realizou um leilão de compra de dólares no mercado cambial à vista. A operação ocorreu entre as 12h05 e as 12h15 (horário de Brasília), com uma taxa de corte aceita em R$ 1,7718. Ainda sobre essas compras de dólares, a autoridade monetária informou que até o último dia 7 de maio foram adquiridos US$ 3,383 bilhões no mercado cambial em 2010, totalizando desde o início desse ciclo de intervenções, em maio de 2009, o montante de US$ 38,836 bilhões.
Por fim, o BaCen mostrou que, nos primeiros cinco dias úteis deste mês, a entrada de dólares no País superou a saída em US$ 3,711 bilhões. Dessa forma, o fluxo cambial acumulado em 2010 – até 7 de maio – mantém-se positivo em US$ 8,748 bilhões.
Referências internacionais
No âmbito internacional, destaque para o avanço acima do esperado do PIB (Produto Interno Bruto) da Zona do Euro no primeiro trimestre do ano. Aliado a isso, as decisões anunciadas pela Espanha para reduzir o déficit fiscal para cerca de 6% de seu PIB também foram bem recebidas pelos investidores, impulsionando as bolsas de valores local do continente.
Nos Estados Unidos, a agenda econômica contou com eventos divergentes. De um lado o déficit na balança comercial, que aumentou menos que o esperado em março, somando US$ 40,4 bilhões. Por outro, o orçamento do governo local, que ficou deficitário em US$ 82,689 bilhões no quarto mês de 2010, enquanto as projeções giravam em torno de US$ 52 bilhões negativo.
Mantega
Voltando ao front doméstico, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, discursou durante a reunião da direção nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores). Dentre diversos assuntos, o ministro falou que espera um crescimento entre 5,5% e 6% para a economia brasileira em 2010, alegando que as projeções mais otimistas vistas no mercado – alguns apostando em expansão de até 7% – “são um pouco exageradas”.
Continua depois da publicidade
Mantega também falou sobre os impactos da crise europeia no Brasil, afirmando que isso resultou numa saída de US$ 2 bilhões do País. “A crise deixou os europeus de cabelo em pé”, disse ele. Contudo, a robusta reserva internacional do País – que gira em torno de US$ 250 bilhões – traz certa tranquilidade à economia local para lidar com essa fuga de capital, completou o ministro.
Dólar a R$ 1,773
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7710 na compra e R$ 1,7730 na venda, baixa de 0,56% em relação ao fechamento anterior. Apesar desta queda, o dólar acumula valorização de 2,01% em maio, frente à baixa de 2,41% registrada no mês passado. No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 1,83%.
Dólar futuro na BM&F também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho encerrou o dia cotado a R$ 1.779, forte baixa em relação ao fechamento de R$ 1.798 da última terça-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em forte baixa, atingindo R$ 1.790 frente à R$ 1.810 do fechamento de terça-feira.
Continua depois da publicidade
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,7731000.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,21% para julho de 2010, 0,01 ponto percentual abaixo do que foi registrado na sessão anterior.