Referências favoráveis vindas dos EUA trazem alta a commodities e bolsas

Ibovespa acompanha clima externo ameno e sustenta valorização desde abertura, enquanto dólar mostra queda

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SÃO PAULO – Mercado de commodities em alta geralmente é sinônimo de Ibovespa em alta e esta segunda-feira (23) não é exceção. No entanto, a valorização do índice segue na esteira também de outras referências, como declarações de membros do Federal Reserve e sinais de recuperação da economia e mercado imobiliário dos EUA.

Pela manhã, a alta nas bolsas europeias e nos mercados futuros em Wall Street refletia, sobretudo, perspectivas mais otimistas da Nabe (National Association for Business Economists) para a economia e o mercado de trabalho dos EUA. O otimismo encontrou respaldo em estatísticas registradas pelo Existing Home Sales de outubro, que revelou um número de vendas de casas já existentes acima do esperado.

Assim, as bolsas norte-americanas sustentam os ganhos em sua abertura pela tarde, apoiadas também em declarações de membros do Fed de que o programa de compra de ativos ligados a hipotecas deveria ser mantido e de que a Fed Funds Rate provavelmente permanecerá próxima a zero até o final de 2010.

No plano doméstico, o dia é de atenção à agenda econômica. O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 22 de novembro marcou inflação de 0,22%, taxa 0,02 ponto-percentual acima da apurada na medição anterior. Já a balança comercial fechou a terceira semana do mês positiva em R$ 345 milhões, enquanto o relatório Focus mostrou uma manutenção das expectativas do mercado para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).

Treasuries e petróleo

Com o clima ameno nas bolsas, o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA, principal referência de juro de longo prazo no país, é negociado em alta, mostrando um movimento de queda em seu preço. Por sua vez, o risco-país cai oito pontos em relação à última sessão, marcando 210 pontos.

A segunda-feira traz uma trajetória ascendente ao preço das principais commodities, como o ouro, que marca novo recorde em Londres. Já em Nova York, o barril do petróleo é negociado a US$ 79,57 cada, em forte valorização de 3,71%.

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Câmbio e renda fixa

Em contraposição ao movimento de alta no mercado de commodities, o dólar cai frente às principais moedas do mundo. Por aqui, a divisa norte-americana é cotada a R$ 1,727, baixa de 0,35% em relação à última sexta-feira.

Por sua vez, as taxas dos contratos de DI futuro são negociadas sem trajetória predominante na BM&F Bovespa: os juros mais próximos operam estáveis, ao passo que os contratos com validades mais distantes tendem a um movimento de alta.

Ibovespa mantém alta

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, segue a tendência de ganhos no plano externo e mantém alta desde abertura, marcando valorização de 1,22% nesta tarde, atingindo 67.135 pontos. O volume financeiro é de R$ 2,593 bilhões.

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O principal destaque positivo fica com as ações ordinárias da Duratex (DTEX3), que registram valorização de 3,90% e são cotadas a R$ 14,39.

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
DTEX3 Duratex ON 14,39 +3,90 n/d 12,72M
RSID3 Rossi Resid ON 14,16 +3,36 +282,08 27,32M
CCRO3 CCR Rodovias ON 37,20 +3,33 +65,86 19,32M
GFSA3 Gafisa ON 29,40 +3,30 +183,26 22,63M
MMXM3 MMX Miner ON 12,13 +3,23 +337,91 25,89M

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

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Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
USIM3 Usiminas ON 48,15 -1,73 +90,57 16,77M
ELPL6 Eletropaulo PNB N2 35,92 -1,64 +68,64 10,27M
TNLP3 Telemar ON 43,64 -0,82 +30,18 1,47M
BRKM5 Braskem PNA 11,63 -0,60 +109,55 5,94M
TNLP4 Telemar PN 37,43 -0,40 +38,98 12,73M


* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)