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Os reembolsos de tarifas cobras pela administração de Donald Trump sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês), consideradas inconstitucionais pela Suprema Corte, começaram a chegar às grandes empresas dos EUA — em alguns casos, proporcionando um impulso sólido aos lucros anunciados, informa o The Wall Street Journal.
Segundo o jornal, até agora, mais de 40 empresas do S&P 500 reportaram cerca de US$ 9,6 bilhões em reembolsos no último trimestre, incluindo pelo menos US$ 2,1 bilhões em dinheiro já recebido.
Entre os maiores reembolsos reportados até agora estão: Apple, com quase US$ 2,2 bilhões; Nike, com US$ 986 milhões; FedEx, com cerca de US$ 800 milhões; Amazon.com, com US$ 640 milhões; e General Motors, com US$ 500 milhões.
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A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA havia recebido pouco mais de 252.000 pedidos de reembolso até 31 de julho para tarifas declaradas ilegais pela Suprema Corte – em decisão de 20 de fevereiro. O WSJ diz que a agência alfandegária aceitou US$ 128,7 bilhões em reembolsos para processamento – de acordo com informações prestadas por um funcionário da agência a um tribunal federal na semana passada.
Várias empresas observaram que já receberam o valor total que solicitaram, ou esperam recebê-lo.
A Nike informou que recebeu US$ 302 milhões em reembolsos no último trimestre de seu ano fiscal encerrado em 31 de maio — e que obteve quase todos os US$ 684 milhões restantes até 15 de julho, quando divulgou seu relatório anual aos acionistas.
Outras empresas ainda aguardam o resultado de alguns pedidos de reembolso. A Fortive, que fabrica equipamentos de medição industrial e tecnologia de automação, reconheceu um benefício de US$ 4,5 milhões em reembolsos de tarifas recebidos, mas disse esperar até US$ 25 milhões a mais nos próximos períodos.
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O jornal lembra que esses reembolsos reportados nem sempre refletem dinheiro em caixa, e que as empresas estão tratando os valores de diferentes maneiras em suas demonstrações financeiras. Algumas os registram apenas quando o dinheiro chega, enquanto outras também refletem pagamentos prováveis em seus balanços.
A Zebra Technologies, que fabrica scanners de código de barras e impressoras, concluiu no segundo trimestre que provavelmente receberia um reembolso de todos os US$ 73 milhões em pagamentos de tarifas anteriores. Até o final de seu trimestre encerrado em 4 de julho, havia recebido US$ 14 milhões em dinheiro, mas registrou o restante como um valor a receber. Até 31 de julho, a empresa disse ter recebido mais US$ 27 milhões em pagamentos.
Mas em alguns casos, os reembolsos contribuíram significativamente para os resultados trimestrais. A Apple disse que seus reembolsos de tarifas contribuíram com 11 centavos por ação no lucro do trimestre mais recente — cerca de 5% do total do trimestre.
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A GE HealthCare Technologies disse que os reembolsos de tarifas contribuíram com 18 centavos dos US$ 1,24 por ação que reportou em lucros no trimestre encerrado em 30 de junho. A empresa disse ter recebido US$ 107 milhões em reembolsos e esperava mais US$ 38 milhões.
Até agora, as empresas de hardware de tecnologia reportaram os maiores reembolsos, com US$ 2,5 bilhões em meia dúzia de empresas. Quase 90% disso reflete apenas a conta da Apple.
Algumas empresas foram menos claras sobre a origem de suas recuperações esperadas. A Ford Motor disse que esperava cerca de US$ 3 bilhões em reembolsos de tarifas do governo federal e fornecedores combinados, dos quais cerca de US$ 1,3 bilhão decorreram da decisão da Suprema Corte que invalidou as tarifas de emergência do presidente Trump.
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Já a Amazon disse ter identificado um “conjunto limitado de circunstâncias” em que poderia rastrear o custo das tarifas repassadas aos clientes e entraria em contato com esses clientes para emitir reembolsos assim que recebesse o dinheiro. “Caso contrário”, disse o CFO Brian T. Olsavsky em uma teleconferência de resultados em julho, “utilizaremos os reembolsos para continuar investindo em preços baixos para os clientes.”