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SÃO PAULO – Ainda são necessários 16 anos para que o déficit habitacional brasileiro seja reduzido. A afirmação é da secretária de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, lembrando que faltam 7 milhões de unidades para que todos os brasileiros tenham onde morar.
Uma das formas de corrigir o problema, segundo a Agência Brasil, é o Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social. O programa tem como diretriz para o ano que vem a aprovação de R$ 450 milhões para a construção de residências populares, destinados a famílias com renda de até três salários mínimos.
Montante 15 vezes inferior
Esse montante, contudo, é 15 vezes inferior ao recomendado pelo Conselho das Cidades, que seria de R$ 3 bilhões, afirmou o diretor-executivo da organização internacional Habitat para a Humanidade Brasil (HPH Brasil) Ademar de Oliveira Marques.
O total, ressaltou, também é menor do que o aplicado este ano. “Não há prioridade ainda”, criticou. A entidade defende a possibilidade de transformação em realidade do conceito de cidades sustentáveis.
“É possível a sustentabilidade nessa perspectiva dos instrumentos, das experiências e do processo de mobilização das organizações sociais. Contudo, é muito limitado do ponto de vista do planejamento”, destacou.
Desde sua fundação no país, em 1992, a HPH Brasil já contribuiu para a construção de 3 mil casas através do sistema de mutirão, que reduz custos, aumenta a produtividade e o envolvimento da comunidade.