Rede D’Or: Goldman Sachs eleva preço-alvo para R$ 42, após 2º tri

Para o banco, a ação segue sendo negociada abaixo do valor justo

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O Goldman Sachs atualizou as estimativas para a Rede D’Or (RDOR3), com base nos resultados da do segundo trimestre deste ano e incorporando algumas tendências operacionais. Além de manter a recomendação de compra, o banco elevou o preço-alvo para a ação, saindo de R$ 41 para R$ 42.

A expectativa de lucro líquido recorrente também subiu. Conforme o relatório, o banco adicionou de volta o ajuste de equivalência patrimonial de R$ 272 milhões nos hospitais Glória D’Or e Maternidade Star, após impostos.

Com o retorno, a expectativa é de que o lucro cresça em 4% e1%, para R$ 4,749 bilhões e R$ 5,747 bilhões, respectivamente. O valor também reflete a expectativa de um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) consolidado melhor.

Para o negócio hospitalar, o Goldman revisou para cima o Ebitda recorrente em 1,8%/1,4% nos dois anos. A estimativa se baseia em expectativas maiores para o ticket médio e à manutenção, daqui para frente, de custos de materiais e medicamentos ligeiramente melhores.

Ainda assim, o banco destaca que o 2º tri apresentou um desempenho excepcionalmente forte.

Desempenho da ação

Desde a divulgação dos resultados do 2º tri, o desempenho da ação tem sido estável. De acordo com o banco, essa performance mostra desempenho inferior em relação ao Ibovespa nos últimos 12 meses, de -16% contra +4%.

Para os analistas do banco, a reação é injustificada e cria um bom ponto de entrada para a ação. Com a ação sendo negociada a 15,6x/13x na relação preço/lucro, o Goldman considera o valuation atrativo, considerando as perspectivas de crescimento no médio prazo.

Além disso, com base em sua alavancagem moderada, de 2,5x/2,1x dívida líquida/Ebitda em 2026/2027. Essa posição de dívida, de acordo com os analistas, oferece flexibilidade no balanço patrimonial para possíveis decisões de alocação de capital, que poderiam ser bem recebidas pelo mercado.

Para o próximo trimestre, entretanto, os analistas alertam que a companhia deverá enfrentar uma base de comparação de rentabilidade bastante difícil no negócio hospitalar. Durante o 3º tri, a empresa havia apresentado uma margem Ebitda hospitalar de 26,9%.

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Na época, a companhia acabou beneficiada por custos de materiais e medicamentos excepcionalmente baixos e por volumes sólidos.

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Erick Souza
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