Recuperação judicial da OGX é cogitada; Eike deve ficar com apenas 2% das ações

Em um período de recuperação judicial as dívidas são suspensas para que a empresa tenha tempo para se reestruturar, refazer o caixa e voltar a negociar os pagamentos de débitos

Publicidade

SÃO PAULO – Eike Batista cogitou entrar com pedido de recuperação judicial para OGX Petróleo (OGXP3) e OSX Brasil (OSXB3) – as duas empresas com situação financeira mais dramática do grupo -, comunicou a Agência Estado nesta sexta-feira (6). Fontes da agência de notícias disse que ele foi desaconselhado por assessores jurídicos. 

A situação é dramática para Eike e para essas duas empresas: o megaempresário teve que vender parte de suas ações nas duas empresas diretamente na BM&FBovespa. Atualmente, Eike detém 50,16% das ações da OGX e não pretende realizar mais alienações na empresa – mas pode ser bastante diluído por conta da possível conversão de dívida em ações. 

Em um período de recuperação judicial as dívidas são suspensas para que a empresa tenha tempo para se reestruturar, refazer o caixa e voltar a negociar os pagamentos de débitos. A medida de recuperação judicial, porém, depende da capacidade de geração de caixa das empresas.

O EBX continua em seu processo de venda de ativos e pode fechar o ativo da MMX Mineração (MMXM3) na próxima terça-feira – com duas propostas na mesa: da suíça Glencore e de um consórcio formado por Trafigura e o fundo soberano de Abu Dhabi, o Mubadala.

O empresário deve continuar com 20% da MMX, mas a situação da OGX é mais complicada. De acordo com a fonte da Agência Estado, o empresário pode ficar com apenas 2% ou 5% da empresa caso os credores da empresa ingressem com capital para fortalecer a petrolífera. 

Alagada em dívidas, a OGX anunciou o exercício da put de US$ 1 bilhões, decisão tomada pela diretoria da companhia. De acordo tanto com Agência Estado e Valor Econômico, Eike não irá cumprir com a sua obrigação.