Recomendação às ações ordinárias da TIM é elevada após decisão da CVM

Após conclusão do impasse sobre tag-along, analistas acreditam que fundamentos voltarão a guiar os papéis da operadora

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SÃO PAULO – Tendo em vista a recente decisão da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) acerca do pagamento dos direitos tag-along para os detentores das ações ordinárias da TIM (TCSL3), a corretora Itaú decidiu elevar a classificação dos papéis para sector perform – desempenho de acordo com o do setor – com preço-alvo de R$ 7,30 para o fim do ano.

Segundo os analistas do Itaú, desde meados de 2008, a negociação dos papéis tem ignorado os fundamentos da companhia, sendo guiada, principalmente, por rumores sobre um possível venda de seu controle e a expectativa de uma decisão positiva da CVM sobre o tag-along.

“Acreditamos que a especulação sobre os papéis deverá diminuir”, afirma a corretora em seu relatório, dizendo que os fundamentos deverão voltar a se tornar um importante driver para os ativos, colocando-os como alternativa para as ações preferenciais da companhia.

Os estrategistas do Itaú também baseiam sua recomendação no limitado risco de queda que as ações apresentam, visto a recente desvalorização de 21,3% e a expectativa de melhores resultados para a companhia a partir do terceiro trimestre deste ano.

Decisão da CVM

Acionistas da companhia exigiam o direito de tag-along devido ao remanejamento da companhia Olimpia, entidade que controla a Telecom Itália, que por sua vez, tem controle sobre a TIM Participações.

Em janeiro deste ano, a comissão havia dado parecer positivo aos acionistas, porém, a empresa italiana recorreu da decisão, levando a questão para uma instância superior da CVM. A atual decisão do órgão é vista como definitiva pelos analistas do Itaú.