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SÃO PAULO – Pressionados por dados econômicos desfavoráveis desta terça-feira (7), os mercados internacionais engatam a segunda sessão seguida de perdas, trazendo dificuldades à abertura dos negócios em âmbito doméstico.
Enquanto muitos discutem se o atual momento já representa o início de um processo consistente de recuperação, as atenções dos investidores são atraídas novamente para o difícil momento por que passa a economia mundial, reforçada pela forte queda do PIB (Produto Interno Bruto) da zona do euro no último trimestre de 2008.
Nem mesmo as decisões expansionistas dos bancos centrais do Japão e da Austrália foram capazes de animar os mercados, que também acompanham notícias sobre a redução do preço de minério pela Rio Tinto, assim como pela proximidade de uma concordata com a General Motors.
“Cresce nossa confiança de que o processo de formação de fundo nos mercados de ações, iniciado com o abrupto declínio de outubro passado, chega ao seu final”, ressaltou Bob Doll, diretor da gestora de recursos BlackRock.
Noticiário corporativo
A mineradora australiana Rio Tinto afirmou que aceita uma redução de preços temporária de 20% para o minério de ferro, em meio a entraves na negociação com as companhias siderúrgicas.
Diante da agonia do setor automobilístico nos Estados Unidos, agências internacionais indicam que a direção da General Motors acelera os preparativos para que sua recuperação ocorra sob processo de concordata.
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Ganha destaque também a fabricante de alumínio Alcoa, cuja divulgação de resultados nesta sessão marcará o início da temporada de divulgação de balanços corporativos nos EUA.
Perspectivas
Os mercados futuros nos Estados Unidos operam em queda nesta sessão, antes da divulgação de dados sobre o volume de crédito ao consumidor, assim como as principais bolsas no continente europeu, após dados decepcionantes sobre o produto da zona do euro, trazendo pressão sobre a abertura do mercado doméstico.
No último pregão, o Ibovespa registrou queda de 0,50%, para 44.167 pontos. Para analistas da corretora Ágora, “as preocupações com o setor financeiro, de tecnologia e com os balanços corporativos em geral voltaram a dar o tom” na véspera.