Recente queda das ações é oportunidade de compra, diz Citigroup

"A despeito da estagnação no 1º semestre, nós continuamos com expectativa favorável sobre o mercado de ações"

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SÃO PAULO – A recente queda nos preços das ações proporcionou aos investidores uma oportunidade de compra, afirmou a equipe de estratégia do Citigroup, que projeta ganhos em duplo dígito com a renda variável no segundo semestre de 2011.

“A despeito da estagnação no primeiro semestre, nós continuamos com expectativa favorável sobre o mercado de ações”, destacaram os estrategistas Rober Buckland e Hasan Tevfik, cujo cenário “otimista” é baseada em valuations atrativos, baixas taxas de juro e tendências positivas para os lucros corporativos.

Segundo seu relatório, os temores sobre efeitos desfavoráveis da desaceleração econômica global são exagerados, uma vez que a recuperação “sustentada, mas desigual” ainda implica um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) mundial de 3,4% em 2011, segundo estimativas do Citi.

Compra na baixa…
“A estratégia nesta fase não é se preocupar tanto com ralis, mas sim estar preparado para comprar nas baixas”, afirmam os estrategistas, antes de completar: “acreditamos que a recente queda das ações proporciona uma oportunidade de aquisição”.

Este crescimento supera a média de 2,9% do crescimento da economia global entre 1999 e 2008, considerado como período pré-crise por Buckland e Tevfik, que acreditam em um movimento positivo dos mercados alinhado ao crescimento dos lucros.

…projeções em alta
“Temos mais fé nas estimativas de lucro por ação que o mercado”, admitem. Segundo os estrategistas do Citi, os ganhos por ação globais devem crescer 18% em 2011, 11% em 2012 e 9% em 2013.

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Na visão de Buckland e Tevfik, os investidores subestimam a relação entre crescimento das receitas corporativas e a expansão da economia. “As empresas são mais capazes de gerar crescimento das receitas por unidade de expansão do PIB que há uma década atrás”, explicam.

Outro fator de peso para a “falta de fé” dos mercados nos resultados está na subestimação da capacidade de contenção de custos das empresas.