Receios quanto a possível contágio grego levam CDSs a níveis recordes

Investidores pagam taxas recordes para protegerem os seus ativos; Espanha vê seus custos subirem após rumores de socorro

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SÃO PAULO – Os CDS (Credit-Default Swap) de dívidas soberana de países europeus sobem mais uma vez, atingindo patamares recordes em meio às preocupações em relação a um possível contágio da Grécia ao restante do continente.

Os contratos amarrados ao bônus do país helênico atingiram 839 pontos-base, alta de 74,5 pbs. Do mesmo modo, os CDSs de Portugal e Irlanda não passam imunes ao pessimismo dos mercados. No caso de Portugal, alta de 55 pontos-base nos CDSs, para 401 pbs, enquanto os spreads dos CDSs referentes à Irlanda e à Itália subiram para 245,5 pbs e 179,5, respectivamente.

A notícia de que a oposição grega poderá descartar o pacote negociado com o FMI (Fundo Monetário Internacional) aumenta a desconfiança dos investidores e os especuladores aproveitam para apostar contra os elos mais fracos da Zona do Euro, os chamados PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha). 

Além disso, a Espanha também observa seus contratos relacionados ao bônus se deteriorarem. Na última terça-feira (4), surgiram rumores de que o país se preparava para propor um pacote de socorro ao FMI de € 280 bilhões – fato prontamente desmentido pelo primeiro-ministro, José Luis Rodríguez Zapatero. Mesmo assim, os CDSs ascendem 24 pbs, para 231 pontos-base.

Europa acende sinal amarelo
Em decorrência dos temores quanto à possível moratória grega e à contaminação do restante do continente europeu, os investidores estão pagando taxas recordes para protegerem os seus ativos, fato que sinaliza uma deterioração da percepção da qualidade de crédito.

Os CDSs do Markit iTraxx Crossover, índice de 50 empresas com os mais elevados yields, subiram 13,5 pontos-base, para 476,5 pontos-base, enquanto os CDSs do Markit iTraxx Europe, constituído por 125 empresas com grau de investimento, exibiram alta de 3,75 pontos-base, para 101,5 pbs.