Receios com bancos da Espanha e leilão da Itália derrubam bolsas da Europa

Apresentação de conselhos anuais da UE para a política econômica dos 27 países membros também está no radar do mercado

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SÃO PAULO – Contrariando o movimento da véspera, os principais índices acionários da Europa verificam perdas no pregão desta quarta-feira (30) impactados pela preocupação crescente sobre o setor bancário espanhol e pelo fracasso de um leilão de dívida da Itália.

O jornal britânico Financial Times informou, na terça-feira, que o BCE (Banco Central Europeu) rejeitou o plano de refinanciamento do governo da Espanha para o Bankia. Segundo a matéria, a instituição disse às autoridades espanholas que a proposta poderia violar a proibição da União Europeia de financiamento de governos do bloco pelo banco central. 

Porém, nesta manhã, o BCE publicou nota, na qual esclarece não ter sido consultado sobre o plano de recapitalização de qualquer grande banco da Espanha. De qualquer forma, em Madri, os papéis do Bankia perdem 5,09%. 

Corte de rating
Por conta do enfraquecimento do setor bancário e da deterioração das finanças públicas da Espanha, a agência de classificação de risco Egan Jones reduziu o rating do país de BB- para B, nível considerado especulativo. É a terceira vez que a instituição corta a nota espanhola no mês de maio. 

Leilão italiano
A probabilidade crescente de uma saída da Grécia da Zona do Euro, bem como a pressão do setor bancário espanhol levaram os investidores a exigirem mais retorno para comprar títulos públicos da Itália no leilão desta quarta-feira.

O Tesouro italiano vendeu € 5,732 bilhões em bônus para cinco anos e dez anos com juros mais altos na comparação com operações anteriores do mesmo tipo. O montante vendido ficou abaixo da meta máxima pretendida, mostrando o apetite mais fraco do mercado pelos títulos do país.

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Comissão europeia
O mercado também espera que a Comissão Europeia apresente nesta quarta-feira suas recomendações anuais para a política econômica dos 27 países membros, depois de ter apreciado os programas nacionais de reformas e programas de estabilidade e convergência entregues pelas capitais em abril.

Além disso, o órgão da União Europeia deve publicar os resultados da “análise detalhada” sobre situação macroeconômica de 12 nações – Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslovénia, Espanha, Finlândia, França, Hungria, Itália, Suécia e Reino Unido -, identificadas em fevereiro passado como os Estados-membros que correm mais riscos potenciais de desequilíbrios.

Agenda econômica
No front econômico, o índice de sentimento econômico da Comissão Europeia marcou em maio o segundo declínio consecutivo e o menor nível desde outubro de 2009. O indicador recuou 2,3 pontos na Zona do Euro em maio, para 90,6, abaixo da estimativa de economistas, de 92.

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Também medido pela Comissão, o indicador de clima de negócios para o bloco da moeda única caiu em maio, em 0,26 ponto para -0,77, pior do que a previsão do mercado de -0,66 e o menor patamar desde dezembro de 2009.

Confira o desempenho do mercado de ações da Europa:

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 DAX 30 -1,39 6.308 -6,71 +6,94 
 CAC 40 -1,74 3.031 -5,66 -4,08 
 FTSE 100 -1,82 5.293 -7,75 -5,01 
 SMI -0,24 5.900 -3,22 -0,60 
 IBEX 35 -2,35 6.105 -12,93 -28,74 
 FTSE MIB -1,85 12.865 -11,84 -14,74