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Foi o que destacou Elisabeth Araujo, da Trade Quality, consultoria que auxilia empresas do agronegócio a exportar, durante evento sobre indústria de alimentos, realizado na última semana, em São Paulo (SP).
Segundo Elisabeth, o medo de contaminação intencional dos alimentos vem crescendo, especialmente na Europa e Estados Unidos. Diante deste cenário, disse a consultora, autoridades alfandegárias da Europa e dos EUA estão apertando a fiscalização sanitária dos produtos agrícolas, saindo de uma abordagem de controle para um olhar mais preventivo.
“A preocupação com segurança sanitária, garantia de origem e rastreabilidade vai crescer cada vez mais”, ressaltou, acrescentando que “chegará até a matéria-prima”. De acordo com Elisabeth, no que diz respeito à rastreabilidade, requisitos socioambientais ganham cada vez mais relevância.
A consultora salientou, ainda, que mercados emergentes, como, por exemplo, Ásia e África estão adotando padrões europeus e dos EUA de sanidade e rastreabilidade. O desafio, alertou Elisabeth, é separar barreiras técnicas de medidas protecionistas de caráter comercial. “De fato, esta diferenciação é uma zona cinzenta, nebulosa.”