Rebaixamento da Eletropaulo, dividendos da Cemig e mais 3 empresas agitam a noite de 6ª

Em comunicado, a CCR informou que discorda da decisão da Artesp de elevar o pedágio nas rodovias de SP e que tomará as medidas necessárias para defender seus interesses

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SÃO PAULO – Ecnerrando a semana, diversas empresas agitaram o noticiário da noite desta sexta-feira (27). Em destaque está o comunicado publicado pela agência de classificação de risco Fitch, que rebaixou do rating da Eletropaulo (ELPL4), com perspectiva estável.

Segundo o comunicado da agência, o rebaixamento reflete o enfraquecimento do perfil de crédito da companhia desde a implementação do terceiro ciclo de revisão tarifária, em julho de 2012, o que resultou em uma redução significante da “geração de caixa operacional da empresa e impactou de forma negativa seus indicadores de crédito”.

A Fitch acrescenta que os ratings incorporam a espectativa da agência de que a alavancagem líquida ajustada da Eletropaulo permaneça de moderada a alta, de acordo com as análises feitas por eles. Ainda de acordo com a agência de classificação de risco, a empresa se beneficia de seu perfil de negócios, “dada a exclusividade no direito de distribuição de eletricidade à região metropolitana de São Paulo, que é favorável”.

O comunicado ainda declara que o atual risco hidrológico está acima da média e tem imposto pressão adicional ao fluxo de caiza da Eletropaulo, “dado o aumento de custos relacionado à alta de preços de energia no mercado spot e aos elevados despachos das usinas térmicas”. De acordo com os analistas da Fitch, estes custos não gerencionáveis pressionam o EBITDA e a liquidez no curto prazo.

CCR
A CCR (CCRO3) informou que discorda da decisão da Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) sobre o reajuste do pedágio das rodovias e que tomará as medidas necessárias à defesa de seus interesses.

A Artesp divulgou nesta sexta-feira que o reajuste médio de tarifas de pedágio de rodovias do Estado ficou 40 por cento abaixo da inflação medida pelo IPCA nos últimos 24 meses. A agência disse que na prática o reajuste vai variar entre zero e 8,57 por cento. A CCR disse em fato relevante que as concessionárias cumprem estritamente os contratos de concessão, e que fornecem aos usuários “serviços públicos de excelente qualidade”.

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“As regras claras que regem as concessões rodoviárias, expostas nos contratos, que determinam obrigações e direitos de ambas as partes, dentre as quais a obrigação de proceder ao reajuste anual das tarifas mediante a aplicação direta de um índice de preço (IPCA)”, afirmou.

Segundo a companhia, a infraesturutra no Brasil é carente de recursos para melhoria e modenização e depende da participação da iniciativa privada, “o que exige a preservação da estabilidade dos contratos firmados como fator de segurança regulatória”.

Cemig
O Conselho de Administração da Cemig (CMIG4) aprovou em reunião nesta sexta-feira a distribuição de 1,704 bilhão de reais, correspondentes a 1,354228576 real por ação, em dividendos extraordinários.

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O pagamento será realizado em duas parcelas, de 1,1 bilhão de reais, até 8 de julho, e de 604 milhões de reais até 30 de setembro, disse a companhia. Terão direito a recebimento os acionistas com base na companhia nesta sexta-feira.

Energias do Brasil
A EDP Energias do Brasil (ENBR3) informou nesta sexta-feira ter concluído a venda de 50 por cento de suas participações nas usinas hidrelétricas de Santo Antônio do Jari e Chachoeira Caldeirão para a CWEI Brasil, subsidiária da chinesa Três Gargantas (China Three Gorges Corporation, CTG).

Segundo fato relevante, a CWEI pagou no total 420,6 milhões de reais, sendo 420,2 milhões de reais relativos à fatia de 50 por cento detida pela EDP na usina Santo Antônio Jari e 400 mil reais relativos à participação de 50 por cento na usina de Cachoeira Caldeirão.

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O acordo havia sido anunciado em dezembro.

“Com a conclusão destas operações, EDP e CWEI consolidam sua parceria no mercado de energia, sob uma estrutura acionária equilibrada, com controle compartilhado, direitos equivalentes e tomada de decisão com base em consenso entre as partes”, disse a empresa do grupo Energias de PortugalEDP.LS.

Sul América
A SulAmérica (SULA11) informou que a holandesa ING ING.AS vendeu toda sua participação na companhia em leilão nesta sexta-feira.

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Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o ING vendeu 34.073.516 units da SulAmérica por cerca de 521,7 milhões de reais. Com isso, o acordo de acionistas da SulAmérica foi rescindido.

Em comunicado, o ING informou que vendeu os 10 por cento restantes que tinha na SulAmérica, “em linha com com seu objetivo de desinvestir em negócios em seguros e de gestão de recursos e se focar na atividade bancária”. A empresa holandesa afirmou que o negócio lhe rendeu 170 milhões de euros.

Nos últimos meses, a ING vem vendendo participações de negócios em países incluindo China e Coreia do Sul.

Com a operação, a ING concluiu um processo de desinvestimento nos últimos anos. Em maio de 2013, vendeu ao International Finance Corporation (IFC) 26,4 milhões de ações ordinárias e 52,9 milhões de papéis preferenciais da seguradora, reduzindo sua fatia na SulAmérica para 13,6 por cento.

Com Reuters


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.