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SÃO PAULO – Mesmo que o preço do barril de petróleo se mantenha nos patamares atuais, acima de US$ 100, o Real em US$ 1,7 nos próximos dois anos torna desnecessário o reajuste nos valores cobrados pela gasolina no mercado nacional até 2009. A previsão consta em relatório divulgado na última sexta-feira (7) pelo banco Credit Suisse.
Na semana passada, a Petrobras descartou qualquer possibilidade de aumentar o preço do combustível vendido às refinarias. Desde setembro de 2005 não são registrados ajustes, sendo que as variações de preço encontradas são motivadas pela composição do produto: a gasolina possui 25% de álcool anidro.
Referência
Em 6 de março, pela cotação do tipo West Texas Intermediate, o barril de petróleo atingiu a cotação de US$ 105,47. Conforme o relatório do Credit Suisse, o preço do combustível no Golfo do México, mercado considerado como referência para o setor, não sobe na mesma proporção que o de sua matéria-prima.
Pelos últimos 30 dias, enquanto que o barril teve valorização de 21%, o combustível teve um incremento de 16,3%. “Julgamos que a gasolina vendida pela Petrobras nas refinarias está apenas ligeiramente mais barata do que isso”, afirmaram os analistas do banco.
A instituição estima que a gasolina vendida no Brasil é 1,8% mais barata que a comercializada no Golfo do México.
Ao consumidor
Segundo dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo), na semana encerrada em 8 de março, o litro da gasolina saía, em nível nacional, por R$ 2,496.