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SÃO PAULO – A moeda brasileira está cada vez mais se comportando como uma “moeda commodity”, conforme afirmou nesta terça-feira (11) o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros.
“A moeda do Brasil está começando a se comportar de forma mais parecida com o câmbio de países com ‘moedas commodities’”, afirmou Barros, durante um evento realizado pela Fitch Ratings, em São Paulo.
Ele explica que esses países são aqueles que contam com taxas de câmbio ligadas às mudanças nos preços das commodities exportadas por eles, como é caso do Canadá, Austrália e Nova Zelândia.
Dólar a R$ 1,70
O departamento econômico do Bradesco espera que o real termine o ano cotado em R$ 1,70, patamar que deve se manter em 2012, de acordo com o economista.
“Eu não vejo o real se desvalorizando no longo prazo”, disse Barros. Ele destaca que a divisa nacional pode sofrer uma deterioração por conta da crise da dívida na Europa, mas o “movimento não é sustentável e a moeda local tende a se valorizar”, completou.
Barros acredita que o País vai continuar atraindo investimentos externos, o que ajuda a fortalecer o real. Contudo, ele pontua que a probabilidade de juros mais baixos por aqui retira parte da pressão do ingresso de capital estrangeiro.
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O Bradesco espera que a taxa básica de juros (Selic), que atualmente está em 12%, desça para 10% até o final de 2012, o que implica em mais três ou quatro cortes do juro pelo Banco Central.