Reajuste da telefonia fixa pode prejudicar operadoras

Mesmo com a aceitação do parcelamento do reajuste por parte das operadoras, analistas acreditam no potencial negativo do aumento

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SÃO PAULO – Recentemente a justiça proferiu sua decisão quanto ao impasse em relação ao índice usado para reajustar as tarifas de telefonia fixa, derrubando também uma decisão judicial de 2003 que usava o IPCA ao invés do IGP-DI para o reajuste.

Com a decisão final quanto ao uso do IGP-DI previsto nos contratos entre governo e operadoras, o impacto de um repasse total do aumento aos consumidores preocupa o governo e também os analistas de mercado, pois seu repasse na integralidade teria um efeito altamente negativo na economia.

Parcelamento do aumento de tarifas

Desde a decisão final da justiça em relação ao caso, o governo vem tentando negociar com as operadoras uma forma de aplicação do reajuste que não impacte de forma tão forte tanto no bolso dos cidadão quanto nos índices de inflação.

Até essa segunda-feira tudo indicava que estaria para ser feito uma acordo em que as operadoras de telefonia fixa se comprometeriam a parcelar o reajuste, de forma a amenizar seu impacto.

Segundo o banco de investimentos Brascan, somente com a definição do timing desses reajustes e da definição dos percentuais de parcelamento, será possível analisar precisamente seu impacto na economia.

De qualquer forma, os analistas do banco acreditam que mesmo parcelado o aumento deverá ter efeitos negativos sobre a demanda por telefonia fixa (tráfego) e também sobre a inadimplência dos consumidores, o que poderá resultar em pior desempenho para as empresas do setor nos próximos meses.