Destaques de ações

Rapidinhas da Bovespa: Fibria e Suzano afundam após preço de celulose cair na China

Para analistas do Credit Suisse, o preço da celulose deve seguir pressionando as ações do setor até o Ano Novo chinês, com uma provável recuperação apenas no final de fevereiro e início de março

11h50: As ações da Fibria (FIBR3, R$ 43,00, -3,26%) e Suzano (SUZB5, R$ 14,44, -3,60%) “ignoram” recomendações de compra de bancos e caem com recuo dos preços da celulose no mercado internacional. 

 Lá fora, saíram números de preço de celulose (FOEX) na Europa e China. Os dados indicam preços estáveis na Europa e uma queda acentuada de cerca de US$ 9,00 a tonelada na China. Vale mencionar que a subida de preços no mercado chinês na ultima semana de cerca de US$ 2,00 a tonelada havia levantado a tese de uma estabilização/recuperação de preços.

Para analistas do Credit Suisse, o preço da celulose deve seguir pressionando as ações do setor até o Ano Novo chinês (daqui a 2 semanas), com uma provável recuperação apenas no final de fevereiro e início de março. 

Mais otimista, o BTG Pactual destacou em relatório hoje que a queda recente dos papéis do setor parece exagerada, vendo “oportunidade de compra” nessas ações. O Santander, por sua vez, elevou a recomendação dos papéis da Fibria para equivalente a compra. 

Em relatório, o BTG Pactual aponta que a queda das ações do setor parece exagerada, precificando recuo de 20% no preço de celulose, o que ele não acredita provável. Os analistas comentaram que a demanda chinesa segue crescendo, com o movimento de desestocagem de lá está longe de ser um colapso. Diante disso, eles veem a queda como uma “oportunidade de compra” nas ações da Fibria e Suzano. 

O que pode atrapalhar o “call“? Preços na Europa ainda devem cair US$ 30,00 antes de se estabilizarem. Por outro lado, os analistas comentam que já viram as primeiras evidências de estabilização de preços na China. Sobre o 4° trimestre, Suzano deve ter resultado mais fraco, mas muito em cima do que consideramos “não recorrentes” e não deve atrapalhar a tese de longo prazo. Eles atualizaram o preço-alvo das ações da Suzano para R$ 28,00, enquanto mantiveram Fibria em R$ 70,00.

Além do BTG, o Santander elevou a recomendação das ações da Fibria, de underperform (desempenho abaixo da média) para compra. O banco também estabeleceu um novo preço-alvo para 2016, de R$ 70,00 por ação, ante R$ 40,00 de 2015.

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