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SÃO PAULO – As ações da Randon (RAPT4) e os papéis PNA da Suzano (SUZB5) mantiveram a primeira colocação entre as carteiras recomendadas compiladas pelo Portal InfoMoney com base no índice de small caps da bolsa para outubro, tendo os mesmos cinco votos de setembro.
Enquanto isso, as units da Kroton (KROT11) e os papéis da Valid (VLID3), que dividiram o posto mais alto do pódio no mês passado com as duas primeiras companhias, foram para a segunda posição, com quatro citações entre as carteiras compiladas pela InfoMoney para o mês.
A companhia de educação é vista pelo BTG Pactual como uma boa aposta, em meio ao cenário promissor de ensino à distância para a companhia e o bom momentum em que as units da companhias estão vivendo. Já a Valid é vista pela Geral Investimentos como uma empresa com boa previsibilidade de resultados, crescimento orgânico consistente e bom histórico de aquisições e desenvolvimento de novos negócios.
Completando o segundo lugar do pódio, as ações da MRV Engenharia (MRVE3) subiram de duas para quatro citações na passagem mensal. Os resultados consistentes da companhia, apesar de não serem fortes, balizam a recomendação da Socopa Corretora para o papel. Além disso, mudanças no programa “Minha Casa, Minha Vida” são diretamente capturadas pela empresa, o que ocorreu na semana anterior, quando as ações da companhia desempenharam positivamente, com o ajuste do limite do programa pelo governo federal.
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Randon: alta nas vendas e menor endividamento
O cenário de maior consumo interno baliza as recomendações para a Randon, em meio às perspectivas de crescimento da venda de veículos comerciais, aponta a Um Investimentos. O fato de ser uma líder de mercado, ter alta exposição em caminhões frente à perspectiva de aumento da demanda também são fatores considerados positivos para a empresa, assim como o baixo endividamento frente aos seus pares e a atratividade dos múltiplos dos papéis.
Outro fator bastante importante em que as casas de análise se atentaram para recomendação do papel é aumento dos incentivos fornecidos pelo governo. Dentre eles, as linhas de investimento para a compra de bens de capital e a extensão da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) o que, de acordo com a equipe da Um, deverão ter seus efeitos capturados nos próximos resultados.
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Nesta linha, a PAX Corretora acredita que o setor de consumo interno será o mais bem posicionado, assim como o de construção civil, para aproveitar a retomada no crescimento e queda no custo do crédito. Deste modo, a Randon segue na carteira da corretora, já que a carteira de pedidos da empresa deve ser afetada positivamente.
Suzano: menor endividamento e aumento da liquidez
Enquanto isso, os papéis da Suzano – que tiveram forte alta nas recomendações no mês anterior em meio à entrada no Ibovespa e pela emissão de R$ 1,479 bilhão em sua oferta pública primária de ações – seguiram na primeira posição. Em setembro, as ações SUZB5 tiveram um bom desempenho, com alta de 18,44%, repercutindo os anúncios de redução das tarifas de energia e de desoneração da folha de diversos setores, segundo a Coinvalores.
Para este mês, a Socopa avalia que, apesar da forte recuperação em setembro, os papéis ainda são uma boa oportunidade de investimento com horizonte de longo prazo. Esta perspectiva tem em vista a convergência da alavancagem de sua dívida para níveis mais aceitáveis. “O atual preço dos papéis já incorpora o alto endividamento da empresa, que teve uma sensível melhora após aumento de capital de R$ 1,49 bilhão”, afirma o analista-chefe da corretora, Marcelo Varejão.
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A Gradual Investimentos avalia que, mesmo com a oferta pública não resolvendo totalmente o elevado endividamento da Suzano, por outro lado ela pode ser vista como parte do processo de recapitalização. Este pode incluir a venda de ativos não-estratégicos ou a entrada de sócio em algum de seus projetos. Além disso, a elevação de liquidez em meio à entrada do papel no Ibovespa deve seguir beneficiando a Suzano, afirma a corretora.
Outras recomendações
Na terceira posição do ranking, com três votos cada, estão os papéis da Lojas Marisa (AMAR3), JHSF (JHSF3) e da Iochpe-Maxion (MYPK3). Ainda foram citados duas vezes os ativos da Anhanguera Educação (AEDU3), Banco Panamericano (BPNM4), Comgas (CGAS5), EzTec (EZTC3), Fleury (FLRY3), Grendene (GRND3), Mills (MILS3), OHL Brasil (OHLB3), OSX Brasil (OSXB3), Marcopolo (POMO4) e as units do Santos Brasil (STBP11),
Foram citados uma vez os papéis do ABC Brasil (ABCB4), Aliansce (ALSC3), Minerva (BEEF3), Brookfield (BISA3), B2W (BTOW3), Coelce (COCE5), Dasa (DASA3), Helbor (HBOR3), HRT Petróleo (HRTP3), Metal Leve (LEVE3), Le Lis Blanc (LLIS3), Magnesita (MAGG3), MMX Mineração (MMXM3), OdontoPrev (ODPV3), PDG Realty (PDGR3), Paranapanema (PMAM3), Qualicorp (QUAL3), Localiza (RENT3), Tecnisa (TCSA3) e Vanguarda Agro (VAGR3).
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Metodologia InfoMoney
Ao todo, 28 carteiras de bancos e corretoras foram utilizadas para este levantamento. Os portfólios selecionados foram: Ativa, BB Investimentos, BI&P, Bradesco, BTG Pactual, Citi Corretora, Coin, Empiricus Small Caps, Geração Futuro, Geral, Gradual, HSBC, Inva Capital, Omar Camargo (2 carteiras), PAX, Planner, Rico, SLW (3 carteiras), Socopa, Souza Barros, TOV, Um, XP (2 carteiras) e WinTrade.
Entre todas as carteiras publicadas pela InfoMoney em setembro, nesta compilação apenas não foram considerados os portfólios com sugestões de ações que tenham perspectiva de pagamento de proventos.
Cabe mencionar que, segundo a BM&FBovespa, “as empresas que, em conjunto, representarem 85% do valor de mercado total da bolsa são elegíveis para participarem do índice MLCX (Mid Large Caps). As empresas que não estiverem incluídas nesse universo são elegíveis para participarem do índice SMLL. Não estão incluídas empresas emissoras de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) e empresas em recuperação judicial ou falência”.