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A tão esperada renúncia do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) à presidência do Senado aconteceu ontem à noite. Depois disso a briga foi para ver quem era indicado para o cargo. A única certeza que havia no cenário político é de que o candidato seria do PMDB, por ordem de sucessão acordada com a oposição. Um dos mais cotados a cadeira era o senador José Sarney, seguido por Renan Calheiros. Entretanto houve muitas reações contrárias a candidatura de Renan em vários partidos, enquanto Sarney, que também provocou reações contrárias, nunca aceitou a candidatura.
Surpreendendo, o PMDB decidiu indicar o nome do ministro da Integração Nacional, Ramez Tebet, como candidato ao posto no cargo de presidente do Senado. Agora Tebet deixou o ministério da Integração Nacional e retomará sua cadeira no Senado para a indicação. A escolha, segundo o partido, foi feita depois do impasse surgido em torno da candidatura do senador José Sarney, que exigia consenso e redução das barreiras na casa.
Segundo analistas políticos, Jader trabalhou nos bastidores para fazer Sarney seu substituto, porque acha que esse é o melhor nome para conduzir com serenidade o seu processo no Conselho de Ética. Embora a eleição do novo presidente tivesse sido marcada para hoje, ela acabou sendo modificada para a manhã de quinta-feira. Segundo o presidente interino do Senado, Edison Lobão (PFL-MA), dois os motivos que o levaram a tomar a decisão: (i.) a falta de acordo, sobretudo dentro do PMDB, em torno de um nome capaz de unir a bancada e (ii.) a situação no congresso estava muito bagunçada devido à votação do Plano Plurianual de Investimentos e a votação do projeto que modifica a lei das sociedades por ações (Lei das S.A.s), que acabou ficando também para amanhã.
A cúpula do PMDB tem até as 19h00 para apresentar oficialmente um nome de Tebet como alternativa para a candidatura à presidência no Senado, que retorna ao Senado às 17h00, segundo informou sua assessoria de imprensa.