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SÃO PAULO – Após projetar que a atual política monetária teria grande impacto no preço das commodities, o Bank of América Merrill Lynch acredita que o atual rali do preço do ouro pode continuar, fazendo com que a commodity atinja US$ 2.000 por onça, equivalente a 31,10 gramas, no segundo trimestre de 2013 e US$ 2.400 por onça no fim de 2014.
De acordo com os analistas do banco, o terceiro Quantitave Easing – anunciado pelo Federal Reserve e que deve comprar US$ 40 bilhões em títulos segurados por hipotecas nos EUA por mês – aplicado por um mês deve fazer com que o preço do ouro suba 0,7% em quatro meses. Essa nova projeção para 2014 reflete a expectativa de que o Fed irá manter essas compras até o fim dos próximos dois anos, e que pode decidir comprar títulos da dívida norte-americana após o fim da operação Twist, no fim deste ano.
O relatório do banco também destaca que durante a implementação dos dois primeiros programas, o preço tanto do ouro como de outras commodities continuaram o rali. Com isso, os analistas do BofA entendem que a pressão sobre os preços do ouro deve continuar até que o ritmo de criação de novos empregos nos EUA esteja forte o suficiente para justificar uma mudança na atitude do Fed, o que, na visão do banco, não deve ocorrer antes do fim de 2014.
A equipe de analistas vê o piso do ouro em US$ 1.500 por onça, já que após estudo eles entendem que os investidores continuarão comprando grandes quantidades da commodity, o que pode ser um risco para o atual rali que ela apresenta. Porém, a longo prazo, com os mercados emergentes ficando mais ricos, a procura por itens não-essênciais aumenta, o que diminuia a importância marginal de investidores no preço do ouro.
Entre os principais riscos para esse cenário, está uma recuperação firme na economia dos EUA e global. Além disso, qualquer aumento abrupto das taxas de juros reais, que põe fim ao ciclo de flexibilização monetária pode conduzir os investidores para uma saída do ouro e criar pressão de queda sobre os preços.