RD Saúde salta 6% após 2T com boa execução em todas as frentes e destaque para GLP-1

Na visão da XP, os GLP-1 permaneceram como o principal vetor de crescimento

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As ações da RD Saúde (RADL3) foram o grande destaque de alta do Ibovespa na sessão desta quarta-feira (5): os papéis saltaram 5,87%, a R$ 20,55.

A varejista farmacêutica registrou lucro líquido ajustado de R$432,7 milhões no segundo trimestre, alta de 7,4% na comparação anua. Já o resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$1 bilhão no período, valor 17,9% maior que o obtido um ano antes, com a margem ficando estável em 8%.

A empresa encerrou o segundo trimestre com 3.687 farmácias, sendo 76 aberturas de lojas.

O Bradesco BBI destaca resultados sólidos no 2T26, em linha com as suas estimativas, com destaque para a forte geração de fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) de R$ 498 milhões. Esse desempenho surpreendeu positivamente e foi impulsionado por uma melhora no ciclo de caixa, que reduziu em 11 dias.

Somado aos recursos da venda da 4Bio, a companhia entregou uma expressiva desalavancagem, reduzindo sua dívida líquida em R$ 1,2 bilhão no trimestre. Operacionalmente, a receita cresceu 18,3% em baseanual, impulsionada por ganhos de participação de mercado em todas as regiões e forte crescimento nos canais digitais, que já representam 31% das vendas do varejo.

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A margem EBITDA permaneceu estável em 8,0%, mostrando resiliência mesmo com a pressão no mix de produtos gerada pela maior venda de medicamentos GLP-1 (ou as chamadas emagrecedoras) e pelo reajuste menor de preços da CMED no período.

Para os analistas da XP Investimentos, a RD continua executando bem em todas as frentes. A companhia reportou mais um trimestre sólido, com as vendas-mesmas-lojas-maduras (MSSS) permanecendo em níveis elevados (+11% versus +8% da PagueMenos – PGMN3), apesar da desaceleração esperada diante de bases de comparação mais difíceis.

Na visão da XP, os GLP-1 permaneceram como o principal vetor de crescimento (RX, ou medicamentos restritos, +24% anualmente), o que deve aliviar as preocupações dos investidores em relação à desaceleração da categoria, enquanto a companhia, assim como a PGMN3, destacou que o crescimento de volume dos produtos mais novos mais do que compensou as recentes reduções do preço médio.

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Em rentabilidade, a margem Ebitda surpreendeu positivamente, permanecendo estável ano a ano, com a alavancagem operacional e as economias de custos compensando os investimentos recentes em despesas com vendas.

“De modo geral, acreditamos que os resultados reforçam nossa visão construtiva sobre a RD e, portanto, reiteramos nossa recomendação de compra”, aponta.

Na mesma linha, o JPMorgan aponta que os serviços digitais e de saúde continuam a sustentar a tese de investimento. As vendas digitais permaneceram como um importante motor de crescimento — provavelmente impulsionadas pelos medicamentos GLP-1 – , atingindo R$ 3,9 bilhões no 2º trimestre de 2026 (alta de 52% na comparação anual), com uma penetração digital de 31% (aumento de 6,9 ​​pontos percentuais em relação ao ano anterior e de 80 bps em relação ao trimestre anterior).

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As vendas pelo aplicativo cresceram 60% na comparação anual e representaram 83% das vendas digitais, enquanto 96% dos pedidos digitais foram entregues ou retirados em até 60 minutos. No segmento de serviços de saúde, a RD contava com 3,1 mil lojas com salas “Mais Saúde” e 442 salas de vacinação, realizando mais de 1,9 milhão de atendimentos farmacêuticos no 2º trimestre de 2026, com um NPS superior à média das lojas. O banco também tem recomendação equivalente à compra (overweight, exposição acima da média do mercado) para RADL3.


Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.