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Radar: Vale paga R$ 440 mi ao Pará; elétricas sugerem atenção no pregão

Sebrae e Petrobras firmam acordo; Equatorial conclui compra da Celpa; novo plano da Anatel pressiona competição no setor

SÃO PAULO – Após a forte alta do Ibovespa no pregão de quinta-feira (1) – que antecedeu ao feriado no Brasil -, a cautela dita o rumo das bolsas globais no pregão desta segunda-feira (5) com investidores em compasso de espera de importantes eventos políticos, como a eleição presidencial dos EUA previsto para esta terça-feira.

O cenário político chinês também está na pauta, com o início do Congresso do Partido Comunista do país na quinta-feira.  Na zona do euro, o primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, alertou novamente neste domingo (4) que o país poderá ser forçado a sair do euro se o Parlamento não aprovar uma nova rodada de medidas de austeridade necessárias para conseguir resgate financeiro.

Dia sugere atenção para ações de elétricas
Entre as notícias em destaque no setor corporativo, o movimento dos ADRs (American Depositary Receipt) do setor de energia na última sexta-feira sugere um dia de atenção para as ações de companhias do setor elétrico nesta segunda-feira. 

O destaque fica para a Eletrobras (ELET3ELET6), que acompanhou os papéis ordinários despencarem 8,99%, a R$ 5,16. O movimento negativo dos papéis ocorreu depois de o governo do Brasil propor menos compensação para a redução de taxa do que a empresa esperava. 

As quedas das ações foram acompanhadas por ADRs de outras companhias do mesmo setor, com a Cemig (CMIG4:-2,70%) e CPFL (CPFE3: -1,78%) também encerrando em fortes quedas. 

Equatorial conclui compra das ações da Celpa por R$ 1,00
Ainda no setor de energia, a Rede Energia (REDE3,REDE4) comunicou a conclusão pela Equatorial Energia (EQTL3) da aquisição da Celpa (CELP5) pelo valor total de R$ 1,00.

Segundo comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a aquisição corresponde a 39.179.397 do total das ações, sendo 38.717.480 de ações ordinárias e 461.917 ações preferenciais – o que representa de uma participação de 65,18% do capital votante e 61,37% do capital social total da Celpa.

Vale paga R$ 440 milhões ao Pará
Enquanto isso, a acirrada disputa entre Vale (VALE3,VALE5) e o governo do Pará em torno da taxa cobrada pela extração do minério de ferro chegou ao fim, afirma o Lauro Jardim e sua coluna na Revista Veja. 

Segundo o colunista, a Vale pagou na sexta-feira a quantia de R$ 440 milhões, relativos aos meses de abril a setembro da taxa. Além disso, a Vale passará a pagar mensalmente cerca de R$ 25 milhões ao Pará.

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Sebrae e Petrobras firmam acordo
Além disso, as micro e pequenas empresas de base tecnológica nos 17 estados em que o Sebrae desenvolve projetos de petróleo e gás terão acesso ao resultado de pesquisas realizadas por oito das 49 redes temáticas ligadas ao Cenpes (Centro de Pesquisa da Petrobras), que fica na capital fluminense.

Essa é a base do terceiro convênio firmado entre o Sebrae com o Cenpes e a iniciativa é um dos desdobramentos da parceria entre a instituição de apoio as MPEs e a Petrobras (PETR3,PETR4), iniciada em outubro de 2004.

Novo plano da Anatel pressiona competição no setor
No setor de telefonia, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou na quinta-feira (1) o PGMC (Plano Geral de Metas de Competição), durante reunião entre seus conselheiros, o que sugere que a competição no mercado de telecomunicações entre as grandes empresas e as pequenas prestadoras de serviço deverá ficar mais simétrica, de acordo com publicação do jornal Valor Econômico.

Segundo a publicação, Telefônica (VIVT4), Oi (OIBR3,OIBR4), Telmex (que controla Claro, Embratel e Net) e TIM (TIMP3) são citadas com poder de mercado significativo (PMS) em várias faixas de serviços, e até as menores CTBC, controlada pela Algar Telecom, e Sercomtel figuram na lista.

Ainda sobre a petrolífera, vale mencionar ainda que na última quinta-feira (1) a Petrobras encontrou 56,6 bilhões de metros cúbicos de gás natural no Peru, comunicou a empresa nesta quinta-feira (1). O volume de gás condensado é de 113,7 milhões de barris, localizados em três poços na Bacia de Madre de Dios. 

Glencore está entre interessados por fatia da Anglo no Amapá
Por fim, pelo menos quatro pretendentes, incluindo a trader Glencore, estão na disputa pela fatia majoritária da Anglo American na sua operação de minério de ferro no Amapá, no norte do Brasil, de acordo com fontes próximas ao assunto.

A Anglo comprou o controle da operação no Amapá em 2008 da MMX (MMXE3), do empresário Eike Batista, como parte da negociação pela Minas-Rio. Mas o ativo foi avaliado como não-essencial.