Radar: Vale consegue licença em Carajás; BM&FBovespa quer recomprar ações

Investidores aguardam reunião de cúpula da União Europeia, na expectativa de que os países entrem em acordo contra a crise

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SÃO PAULO – A atenção dos investidores volta-se para a Zona do Euro nesta quarta-feira (27), na medida em que se aproxima a reunião de cúpula da União Europeia – alimentando expectativas de que os países do bloco entrarão em acordo para minimizar a crise da dívida.

Enquanto isso, ganha repercussão na mídia internacional o apelo de Mariano Rajoy, primeiro-ministro da Espanha, para que os líderes encontrem meios de reduzir o custo da dívida dos países da região. Falando perante o Parlamento, Rajoy alertou que seu país não conseguirá continuar a se financiar a esse preço por muito tempo.

Entretanto, seja qual for a solução, a emissão de eurobonds deve ser rapidamente rejeitada. Na véspera, a chanceler alemã Angela Merkel voltou a dizer que a emissão conjunta de dívida não será algo que acontecerá enquanto estiver viva.

Vale consegue licença ambiental em Carajás
A Vale (VALE3, VALE5) recebeu a licença prévia para o projeto de minério de ferro Carajás S11D, emitida pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Esta é a primeira fase de licenciamento, que receberá investimentos de US$ 11,4 bilhões em infraestrutura. No total, o projeto receberá US$ 8,039 bilhões em recursos para produzir 90 mtpa (milhões de toneladas métricas anuais). As operações devem começar em 2016.

Novos poços da OGX produzirão 10 mil barris de óleo por dia
A OGX (OGXP3) calcula que os poços OGX-26HP e OGX-68HP, no campo de Tubarão Azul, têm capacidade total de produção de dez mil barris de óleo por dia. Após cinco meses de testes, a companhia testou vazões entre 4 mil a 18 mil barris diários, mas acabou optando por uma margem próxima do limite inferior. “Todas essas decisões foram tomadas de forma a garantir uma exploração sustentável”, afirmou Paulo Mendonça, presidente da OGX, em comunicado.

TAM quer tirar velhos papéis de circulação
A TAM (TAMM4) convocou uma AGE (Assembléia Geral Extraordinária) para o dia 12 de julho, com o objetivo de definir o resgate e cancelamento de cerca de 5,98 milhões de ações preferenciais e 402,8 mil papéis ordinários. Esses ativos permanecem em circulação após a OPA (Oferta Pública de Aquisição) que deu origem a Latam (LATM11), ocorrida na sexta-feira (22). Após a fusão, a Standard & Poor’s elevou o rating da TAM em escala global, de ‘B+’ para ‘BB’.

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GOL demitirá 2,5 mil funcionários
A GOL (GOLL4) anunciou que demitirá 2,5 mil funcionários no acumulado de 2012. Segundo a empresa, a medida é necessária para “adequar-se à nova realidade do mercado, manter seu plano de negócios disciplinado e a sustentabilidade”. No início de abril, a companhia fechou 131 vagas e reduziu 80 vôos.

BM&FBovespa recomprará 60 milhões de ações
A BM&FBovespa (BVMF3) aprovou um programa de recompra de 60 milhões de ações – 3,11% do total em circulação. Os ativos fecharam a última sessão a R$ 9,95, indicando que a companhia pode gastar cerca de R$ 600 milhões neste programa. A medida será iniciada em 2 de julho de 2012, com final no dia 28 de junho de 2013.

Embraer entrega jatos às Aliança Ucraniana
A Embraer (EMBR3) entregou os dois primeiros jatos do modelo 190 à Aliança Ucraniana de Aviação. As aeronaves serão operadas pela Dniproavia em nome da AeroSvit, ambas integrantes do grupo. Até o final do ano, está programada a entrega de outros três E-Jets. 

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Nutrtiplant vende ativos à Mixfértil
A Nutriplant (NUTR3M) afirmou, na noite da última terça-feira (26), a venda de ativos para a Mixfértil Indústria e Comércio, totalizando R$ 24,46 milhões, como parte do seu plano de reestruturação da companhia. Além de imóvel em Paulínia, no interior de São Paulo, serão vendidos os equipamentos e outros ativos existentes no local, destinados à produção de micronutrientes de solo, granulado e em pó.

JBS, Gerdau e Vale são as brasileiras mais internacionais
A JBS (JBSS3) é a empresa brasileira com maior participação de negócios no exterior, de acordo com um ranking realizado pela Fundação Dom Cabral. Atrás do frigorífico, que possui 53,8% de índice de internacionalização, aparece a Gerdau (GGBR4). O indicador mede os ativos, as receitas e o total de funcionários decorrentes de operações fora do Brasil. Já a Vale (VALE3, VALE5) lidera a lista das empresas nacionais presentes no maior número de países.