Radar: Usiminas sobe 15% com incentivo do Governo; Rossi e Positivo caem

CSN, Braskem e Gerdau também reagem positivamente ao anúncio; Vale espera recuperação do preço do minério

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SÃO PAULO – Após a forte queda na véspera e com atenção voltada para o encontro entre os presidentes da França, François Hollande, e do Conselho Europeu, Van Rompuy, o Ibovespa operava às 12h46 (horário de Brasília) em alta de 0,66% no pregão desta quarta-feira (5). 

No mercado doméstico, o foco está no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a inflação oficial subiu 0,41% em agosto, contra 0,43% da leitura de julho. Nos EUA, a produtividade e os custos trabalhistas do 2º trimestre avançou 2,2%.

Os investidores digerem ainda indicadores econômicos da zona do euro e China revelados nesta manhã.

Usiminas: alta de até 16%
Entre os destaques corporativos, depois de mais uma medida do Governo para incentivar o consumo interno, as ações da Usiminas (USIM3, R$ 10,56, +8,31%; USIM5, R$ 9,18, +13,75%) disparam nesta sessão. Mais cedo, os ativos PNA da siderúrgica chegaram a subir 16,23%, quando chegaram a valer R$ 9,38.

Na noite de terça-feira, o ministro da Fazenda Guido Mantega anunciou a elevação do imposto de importação para 100 produtos. A medida foi aprovada pelo Camex (Câmara de Comércio Exterior). A lista abriga setores como siderurgia, petroquímica, química fina, medicamentos e bens de capital. 

As ações da CSN (CSNA3, R$ 10,13, +5,96%) e da Braskem (BRKM5, R$ 13,75, +6,01%) também reagem positivamente ao anúncio. Ações da Gerdau (GGBR4, R$ 18,22, +2,24%) também operam no positivo. 

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Positivo despenca após negar rumores de venda
No sentido oposto, as ações da Positivo (POSI3, R$ 5,51, -12,54%) têm forte queda no pregão, após a companhia ter desmentido os rumores sobre a venda de seu controle para a Lenovo. Na terça-feira, a Lenovo emitiu um aviso de coletiva de imprensa, programada para esta quarta-feira, em que prometia fazer seu “anúncio mais importante sobre o mercado brasileiro”. Como a chinesa já tentou comprar a Positivo, no passado, parte do mercado atribuiu o desempenho das ações da brasileira ao convite do evento com a imprensa.

Rossi recua após sinalizar aumento de capital
Além disso, apesar de reduzir as perdas registradas no decorrer do pregão, as ações da Rossi Residencial (RSID3, R$ 5,34, -2,02%) dão sequência às fortes quedas iniciadas nos últimos minutos de negociação da última terça-feira (4) .

Para o analista Luiz Roberto Monteiro, da Renascença Corretora, os papéis refletem o comunicado de que a administração da companhia estuda um aumento de capital privado no valor de até R$ 500 milhões, ao preço de R$ 4,50 por ação.

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Vale espera recuperação do preço do minério
A Vale (VALE3, R$ 32,93, +1,48%; VALE5, R$ 32,41, +0,90%), por sua vez, espera uma recuperação nos preços do minério de ferro para entre US$ 110 e US$ 120 no último trimestre, ante os atuais US$ 90 por tonelada. Mas, de acordo com publicação no jornal Valor Econômico, isso só deve ocorrer se a demanda chinesa não diminuir, prevê o diretor-executivo de ferrosos e estratégia da companhia, José Carlos Martins.

Ainda sobre a mineradora, a Vale precificou uma oferta de US$ 1,5 bilhão em bônus com cupom de 5,625% e vencimento em setembro de 2042. Os rendimentos serão pagos semestralmente. Esses bônus foram precificados a 99,20% do valor de face: ou seja, US$ 1,488 bilhão.

Eletrobras não definiu aporte à Celpa
No setor de energia, a Eletrobras (ELET3; R$ 13,07, -0,15%; ELET6, R$ 18,69, +0,32%) ainda não definiu se fará aporte de capital na distribuidora paraense Celpa (CELP5, R$ 9,95, 0,00%), na qual é acionista, para não ter sua participação de 34% na empresa diluída.

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Além disso, o fortalecimento do instrumento de intervenção em concessionárias do setor elétrico, regulado pela medida provisória 577, deve evitar que a Eletrobras  tenha que assumir distribuidoras problemáticas como fez no passado.

Governo de Singapura alcança 5,11% de participação na Copel
No mesmo setor, o governo de Singapura passa a deter 5,11% de participação acionária na Copel (CPLE6, R$ 35,95, -0,11%), conforme divulgado ao mercado nesta quarta-feira (5). Desse total, 4,13% pertence ao próprio governo e 0,98% é da autoridade monetária do país.

Justiça aceita denúncia contra Panamericano
Enquanto isso, a Justiça Federal aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra 17 ex-funcionários do Banco PanAmericano (BPNM4, R$ 4,93, +0,20%), acusados de praticar crime contra o sistema financeiro. 

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Segundo matéria publicada pelo jornal Valor Econômico, o MPF apresentou a denúncia há cerca de duas semanas, apontando que os réus teriam alterado os resultados do banco de forma ilícita, apresentado documentos falsos durante fiscalização do Banco Central (BC) e retirado recursos do PanAmericano indevidamente, entre outras práticas.

S&P rebaixa rating da Gol
Vale citar ainda que na véspera a Standard & Poor’s rebaixou o rating da Gol (GOLL4, R$ 9,10, +0,22%) de ‘B+’ para ‘B’ na escala global e de ‘brBBB’ para ‘brBBB-’ na escala nacional Brasil, passando a perspectiva de CreditWatch Negativo para estável, comunicou a agência de classificação de risco na noite de quarta-feira.

Caso Aracruz chega ao fim
Por fim, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) aceitou na última terça-feira (4) o termo de compromisso proposto por ex-executivos e ex-conselheiros da Aracruz para encerrar o processo sobre o caso dos derivativos da empresa, que causaram prejuízo de R$ 4,6 bilhões em 2008. De acordo com publicação o jornal Valor Econômico, dos 17 envolvidos, 15 concordaram em pagar R$ 800 mil para dar fim ao processo.