Destaques corporativos

Radar: Telefônica Brasil, CPFL e Anhanguera divulgam balanços do 3º tri

Tegma, Marcopolo, São Carlos e Direcional também apresentaram seus balanços; fora do campo dos resultados, Eletrobras disse que pode negociar distribuidoras, enquanto Cesp questionará a revisão tarifária

SÃO PAULO – Após o Ibovespa encerrar em queda de 0,30% no retorno do feriado, o mercado deve acompanhar mais uma sessão de expectativas por conta da eleição para presidente que acontece nesta terça-feira (6) nos Estados Unidos.

Já a agenda econômica segue menos relevante nesta sessão, ganhando destaque os dados de sondagem industrial e venda de veículos no front interno. Com isso, o foco principal fica com a temporada de resultados, que segue bastante aquecida no front doméstico. O noticiário envolvendo as companhias elétricas também continua em evidência nesta sessão

Tefônica Brasil tem queda de 29,8% no lucro
Entre as companhias que já revelaram os seus números, a Telefônica Brasil (VIVT4) registrou lucro líquido de R$ 935,8 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que corresponde a um recuo de 29,8% na comparação com o mesmo período de 2011.

Lucro da Tegma cresce 5%
Já a empresa de logística Tegma (TGMA3) registrou lucro líquido de R$ 30,3 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

CPFL Energia cai 15,2% no terceiro trimestre
No setor de energia, a CPFL Energia (CPFE3) divulgou na noite de segunda-feira o resultado do terceiro trimestre. Durante os meses de julho e setembro, a receita operacional líquida da empresa totalizou R$ 3,845 bilhões, um crescimento de 16,8% na comparação anual.

Receitas da Direcional atingem recorde histórico, mas lucro cai 4%
A Direcional Engenharia (DIRR3) obteve receita líquida de R$ 1,02 bilhão nos nove primeiros meses de 2012, uma alta de 31,9% na comparação anual – batendo pela primeira vez o número de R$ 1 bilhão. A incorporadora mineira teve receitas de R$ 372,71 milhões no trimestre, alta de 25,2% frente o mesmo trimestre em 2011.

Lucro da Marcopolo cai 11% no terceiro trimestre e atinge R$ 69 milhões
Além disso, a Marcopolo (POMO4) registrou recuo de 11,8% no lucro líquido do terceiro trimestre ante igual período do ano antecedente, para R$ 69,2 milhões.

De acordo com a empresa, o resultado teve influência da venda de veículos completos, incluindo os chassis que foram faturados a preço de custo, da retração do mercado argentino.

Lucro da Anhanguera mais que dobra no trimestre
A Anhanguera Educacional (AEDU3) registrou lucro líquido de R$ 47,9 milhões no terceiro trimestre, mais do que o dobro dos R$ 17,6 milhões apurados um ano antes. 

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A receita líquida da companhia aumentou 36,5% na passagem anual, somando R$ 422,2 milhões de julho a setembro, o que se deve à alta de 23,1% no número médio de alunos, que atingiu 441,1 mil, e à elevação do ticket médio em 10,9%.

São Carlos registra aumento de 22% no lucro
A São Carlos (SCAR3), por sua vez, registrou lucro líquido ajustado de R$ 23,2 milhões no terceiro trimestre deste ano, aumento de 22% na comparação com o mesmo período de 2011 (R$ 19 milhões).

Distribuidoras da Eletrobras podem ser negociadas
Fora do ambiente de divulgação de resultados, a Eletrobras (ELET3ELET6) ainda questiona o governo pelo valor da indenização menor do que o esperado, mas já discute medidas para amenizar os impactos de uma redução da receita anual de R$ 8,5 bilhões por conta das novas regras. Entre as medidas em estudo, está a venda de participação nas distribuidoras do grupo, afirma matéria publicada pelo Valor Econômico.

Cesp questionará a revisão tarifária
Ainda no campo das elétricas, a Cesp (CESP6) anunciou na noite anterior via comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) que vai questionar judicialmente tanto as indenizações quanto a metodologia de cálculo das tarifas. A Cesp tem três usinas cujas concessões vencem em 2015 e que respondem por 67% de sua capacidade de geração. A tarifa estabelecida para esses projetos em caso de renovação é de R$ 7 por MWh, cerca de um terço do valor anterior. A indenização ficou em R$ 1 bilhão.

Sonae Sierra vende participação em três shoppings
A Sonae Sierra (SSBR3) anunciou acordos para a venda das participações que detinha em três shoppings no Brasil, por R$ 212,9 milhões. A companhia venderá a fatia de 51% no Shopping Penha e de 31% no Tivoli Shopping ao CSHG Brasil Shopping FII, fundo administrado pelo Credit Suisse Hedging-Griffo, enquanto a participação de 10,4% no Pátio Brasil Shopping foi adquirida pelo grupo controlador do empreendimento.