Radar: Suzano dispara e empresas de Eike enfrentam processos ambientais

Volume faturado da Copasa sobe 2,78% em agosto; maior projeto da Petrobras deve encolher e Pine protocola pedido para emitir letras financeiras

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SÃO PAULO –  Dando continuidade às fortes altas registrada na semana passada, o Ibovespa operava às 12h25 (horário de Brasília) em alta de 0,63% no pregão desta segunda-feira (17). No front doméstico, o mercado acompanha o dia de vencimento de opção sobre ações. 

Na agenda econômica, o Relatório Focus reduziu pela 7ª semana consecutiva  a projeção de crescimento para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2012. Lá fora, chama atenção as tensões entre Japão e China, onde o principal índice acionário despencou 2,1%. Algumas companhias japonesas interromperam as atividades na China por conta de protestos contra o país durante o fim de semana.

Nos EUA, o indicador da atividade industrial na região de Nova York surpreendeu negativamente o mercado ao apontar 10,4 pontos negativos em agosto.

Suzano dispara no pregão
Em uma sessão menos movimentada no cenário corporativo, um  dos destaques fica para as ações da Suzano (SUZB5), que registram forte alta de  4,77% no pregão, cotadas a R$ 5,71. A equipe de análise do Bank of America Merrill Lynch afirma que o papel oferece da companhia uma melhor relação risco-retorno depois da oferta de ações, permitindo a construção do projeto de celulose no Maranhão. Além do mais, ela oferece uma exposição ao mercado doméstico, que deve se beneficiar da recuperação econômica.

Empresas “X”enfrentam processos ambientais
Ainda entre as notícias em destaque no setor corporativo, as companhias X já acumulam pelo menos 33 inquéritos e ações civis públicas em nove Estados em que atuam ou estiveram presentes, de acordo com levantamento feito pelo O Estado de S.Paulo, por meio de consultas a Ministérios Públicos Federais e Estaduais.

Entre os empreendimentos do bilionário, o complexo industrial do Porto do Açu, que a LLX (LLXE3, R$ 3,24, +1,89%) está construindo em São João da Barra (RJ), é o campeão, com ao menos 13 investigações e duas ações. Porém, há imbróglios envolvendo OGX (OGXP3, R$ 6,69, +2,92%), MPX (MPXE3, R$ 11,43, +1,60%), MMX (MMXM3, R$ 5,76, +3,41%) e OSX (OSXB3, R$ 11,89, +1,19%) nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Norte.

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Eletrobras deve continuar investindo
No setor de energia, o presidente da Eletrobras (ELET3, R$ 12,51, +0,89%; ELET6, R$ 16,89, +0,59%), José da Costa Carvalho Neto, afirmou nesta segunda que a redução das tarifas de energia “não pode significar, de nenhum modo, a redução do nosso programa de investimentos”. “Temos que continuar crescendo, aumentar nosso ‘market share’, concluir nossas usinas na Amazônia”, disse Carvalho Neto, por meio de matéria publicada no Valor Econômico. 

De acordo com o executivo, a empresa precisa continuar avançando na exploração dos recursos hídricos brasileiros, além de implementar a integração da América do Sul e América Central.

Banco Cruzeiro do Sul pagou R$ 700 milhões a credores
No setor financeiro, o período de três meses e dez dias dada ao Cruzeiro do Sul durante a duração do Raet (Regime de Administração Especial Temporária) decretado pelo Banco Central, permitiu que alguns credores conseguissem resgatar integralmente o dinheiro que tinham aplicado no banco. Desde o início da intervenção até o dia 13 de setembro, o banco pagou pelo menos cerca de R$ 700 milhões em papéis como CDBs (Certificados de Depósito Bancário) que venceram ou que tinham compromisso de resgate antecipado pelo banco.

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Volume faturado da Copasa sobe 2,78% em agosto
O volume faturado da Copasa (CSMG3, R$ 46,19, +1,52%) atingiu alta de 2,78% em agosto, para 92,757 milhões de metros cúbicos, ante o mesmo mês de 2011. Na comparação com julho deste ano, houve avanço de 4,41% no volume faturado. 

Maior projeto da Petrobras deve encolher
Além disso, embora o projeto original do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, Conperj, preveja a operação de unidades de fabricação de diversos produtos petroquímicos, a Petrobras (PETR3, R$ 24,76, +1,68%, PETR4, R$ 23,67, +1,59%) não conseguiu ainda parcerias na iniciativa privada, como forma de dividir custos bilionários. O acordo com a gigante Braskem (BRKM5, R$ 26,65, -2,11%), anunciado há dois anos, ainda não avançou. 

Pine protocola pedido para emitir letras financeiras
Na sexta-feira, o Banco Pine (PINE4, R$ 14,50, +0,07%) protocolou na Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) pedido de análise para o 1º Programa de Distribuição Contínua de Letras Financeiras, em um total de R$ R$ 1 bilhão, para distribuir até 3.334 títulos, que terão valor nominal unitário de R$ 300 mil.

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lha Solteira, da Cesp, tem R$ 4 bi em investimentos não amortizados
Também na sexta, o secretário de energia de São Paulo, José Aníbal, disse nesta sexta-feira que a Cesp (CESP6, R$ 21,25, -0,46%) tem cerca de R$ 4 bilhões a receber por investimentos não amortizados referentes à usina hidrelétrica Ilha Solteira, cuja concessão venceria em 2015.

Vale obtém autorização para retomar obras da Estrada de Ferro Carajás
Por fim, a Vale (VALE3; R$ 39,42, +1,99%; VALE5, R$ 38,95, +0,93%) também comunicou no último pregão da semana passada que as obras de expansão da EFC (Estrada de Ferro Carajás) serão retomadas imediatamente, após a justiça revogar a decisão de suspensão processo de licenciamento das obras. O presidente do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, em Brasília, o desembargador federal Mário César Ribeiro, destacou que a suspensão gera grave lesão à ordem e à economia públicas.