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SÃO PAULO – Após o Ibovespa somar o quinto pregão de queda nos últimos seis dias, o mercado deve refletir nesta quarta-feira (3) uma agenda carregada de indicadores sobre a economia nos Estados Unidos.
A Europa também segue no radar com a notícia que depois de medidas para reduzir o déficit na Espanha, essa quarta-feira é a vez de Portugal revelar mais medidas de austeridade.
A expectativa é que o ministro de Finanças Vitor Gaspar faça o anúncio nesta tarde, ao passo que a Grécia retoma as negociações com a Troika – grupo formado por Comissão Europeia, BCE (Banco Central Europeu) e FMI (Fundo Monetário Internacional) -, na tentativa de chegarem a um acordo sobre o corte de gastos.
Queda das ações faz SP desistir da venda da Cesp
Em um tema recorrente para a empresa, o governo de São Paulo recuou do plano de alienar ao menos parte das ações da Cesp (CESP6), que vinha sendo gestado há vários anos, em razão da queda do valor dos papéis, sob impacto do modelo de renovação das concessões das elétricas, afirma matéria da Folha de S.Paulo. No início do ano passado, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) deu aval para que a Cesp fosse negociada com o governo federal, em busca de caixa para investimentos.
BNDES e Eike firmam parceria em projeto de uma fábrica de semicondutores
Entre as notícias em destaque no setor corporativo, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aportou R$ 245 milhões para se associar a Eike Batista no projeto de uma fábrica de semicondutores (chips) em Ribeirão das Neves (MG), afirma publicação do O Estado de S.Paulo.
Segundo a publicação, o montante equivale a uma fatia de 33,02% na SIX Semicondutores, empresa criada para tocar o empreendimento. O porcentual é o mesmo detido por Eike, de acordo com documentos submetidos ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). O investimento foi realizado no primeiro semestre, sem divulgação, e consta em relatório do banco referente ao período.
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Petrobras negocia ativos do Golfo com três compradores
Já a gigante Petrobras (PETR3, PETR4) está preparada para vender até US$ 6 bilhões de seus ativos no Golfo do México, em um dos maiores desinvestimentos da empresa, enquanto a desaceleração global das commodities pressiona as maiores companhias brasileiras a entrar em uma nova era de austeridade, afirma publicação do jornal Valor Econômico.
De acordo com a publicação, a presidente da petrolífera, Graça Foster, afirmou que a empresa estreitou as conversas com cerca de três potenciais compradores.
CEO da CCX nega rumores da demissão de presidente
Ainda sobre o grupo EBX, Eike Batista negou que teria demitido o diretor-presidente da sua carvoaria na Colômbia, a CCX Carvão (CCXC3), conforme noticiou na segunda-feira no radar online de Lauro Jardim, colunista da revista Veja. O próprio executivo, como diretor de relações com investidores, assinou um comunicado enviado para o mercado em nome da companhia.
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Elétricas disputam ativos do Grupo Rede
No setor de energia, a disputa por ativos do grupo Rede Energia se intensificou e já mobiliza a J&F, Cemig (CMIG4), CPFL (CPFE3), Equatorial (EQTL3) e dois fundos de investimentos estrangeiros, afirma matéria do jornal Valor Econômico. A disputa acontece por oito distribuidoras do grupo, controlado pelo empresário Jorge Queiroz, sob intervenção da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) desde o início de setembro.
Aneel aprova flexibilização parcial de perdas na Celpa
Além disso, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou parcialmente o pleito da paraense Celpa (CPLE6) para flexibilizar as exigências de redução de perdas não-técnicas de energia elétrica, os chamados “gatos”. Com a votação desse item, a Aneel cumpre mais uma etapa para a formalização da venda da Celpa para a Equatorial Energia.
Fibria compra fatia na norte-americana Ensyn
Enquanto isso, a Fibria (FIBR3) anunciou no final da terça-feira que adquiriu participação na empresa norte-americana de tecnologia de biocombustível Ensyn por US$ 20 milhões. A operação dará origem a uma joint venture com participação igualitária para futuro investimento em produção de combustíveis líquidos e químicos a partir de biomassa no Brasil.