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SÃO PAULO – Seguindo o bom humor do mercado externo, o Ibovespa operava por volta de 13h20 (horário de Brasília) com forte alta de 2,17%. O mercado reflete no pregão os dados sobre a indústria norte-americanos que vieram melhor que as expectativas, além do o possível pacote de estímulos aos bancos lá fora.
Na quinta-feira, o BCE (Banco Central Europeu) se reunirá para decidir sua política monetária, sendo que o analista prevê um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juro, além da possibilidade de outras medidas de estímulos à economia. Na mesma data, o BoE (Bank of England) também se reunirá e deverá decidir por novos estímulos, sendo que no último encontro só não foi aprovado um programa de injeção de capital por apenas um voto.
Respondendo a esse cenário, Petrobras (PETR3, R$ 19,66, +3,75%; PETR4, R$ 18,96, +3,27%) e Vale (VALE3, R$ 41,16, +2,29%; VALE5, R$ 18,96, +3,27%), as principais empresas da bolsa, marcavam forte alta, contribuindo para o ganho do principal benchmark brasileiro.
Petrobras tem aval para acelerar parceria com estrangeiras
No noticiário corporativo, segundo reportagem do jornal O Globo, a Petrobras ganhou o aval do governo para acelerar parceria com empresas estrangeiras. A medida é controversa porque pode comprometer a autonomia do país no processamento do pré-sal, mas é vista agora como uma solução para que a estatal consiga seguir o cronograma de operações. Segundo o jornal, entre as interessadas está a gigante chinesa Sinopec.
Outra notícia envolvendo a Petrobras foi publicada no jornal O Estado de S.Paulo. Segundo o periódico, a companhia prepara auditorias nas obras do Comperj, atrasadas por quatro greves desde novembro de 2011, e alvo de constantes avaliações pela CGU (Corregedoria Geral da União).
Vale quer emitir bônus em euro
Já a Vale fará uma captação em euros. Segundo comunicado, a mineradora afirma pretender emitir bônus na bolsa de Luxemburgo, com admissão para negociação no mercado Euro TMF.
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Ainda não há um prospecto preliminar sobre a oferta – que será registrado na SEC (Securities and Exchange Commission), portanto não há ainda data prevista para a emissão e tampouco o valor que a companhia pretende captar, mas, segundo a companhia, os recursos serão utilizados para propósitos corporativos em geral.
Após revisão tarifária, ação da Eletropaulo despenca
No setor de energia elétrica, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou uma redução de 9,33% na tarifa da AES Eletropaulo (ELPL4), como resultado da terceira revisão periódica da distribuidora. Diante disso, as ações da companhia registram forte queda 10,78%, negociadas aos R$ 20,76.
O índice passou por consulta pública, na qual a Aneel propôs redução média de 8,81% nas tarifas, mas o relator da proposta, diretor Julião Coelho, apresentou um novo índice. Segundo ele, essa diferença se deu por causa de mudanças na trajetória de perdas da distribuidora.
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Chinesa desiste de negócio com EBX
A chinesa Wuhan Iron & Steel desistiu de construir uma siderúrgica de US$ 5 bilhões no Brasil em joint venture com o grupo EBX, do empresário Eike Batista, informou a imprensa internacional nesta terça-feira (21).
Segundo agências internacionais, uma série de estudos de viabilidade concluíram que o risco do projeto era muito alto. Problemas de logística, transporte e fornecimento de carvão de coque podem ter sido os principais motivos da decisão.
Moody’s muda avaliação da OGX para negativo
Ainda envolvendo o grupo EBX, a Moody’s alterou a avaliação da OGX Petróleo (OGXP3, R$ 6,53, +5,24%) de estável para negativa, refletindo o desempenho inferior ao esperado, fluxos de caixa impactando negativamente a produtividade e capital, comentou Gretchen francês, Vvice-presidente da agência de classificação de riscos.
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No mesmo sentido, na véspera, o Deutsche Bank cortou em 66% o preço-alvo para as ações da OGX Petróleo, reduzindo-o de R$ 18,00 para R$ 6,00 – ao mesmo tempo em que manteve a recomendação de manutenção para os papéis da petrolífera.
Além de destacar que a perspectiva tem ficado cada vez mais negativa para a empresa, com as recomendações de manutenção se tornando o consenso de mercado para os papéis, os analistas Marcus Sequeira e Luiz Fonseca destacam a natureza volátil dos papéis.
Taesa pode captar até R$ 1,89 bi em sua oferta pública
A Taesa (TAEE11, R$ 18,38, -0,38%) poderá captar até R$ 1,89 bilhão em sua oferta pública de units, segundo os termos do prospecto, publicado nesta terça-feira (3). A companhia emitirá inicialmente 20 milhões de units, sendo que cada papel representa uma ação ordinária (TAEE3, R$ 20,57, 0,00%) e duas preferenciais (TAEE4, R$ 6,57, 0,00%).
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Adicionalmente, a empresa poderá aumentar a oferta inicial em duas situações: em mais 15%, na colocação do lote suplementar – cuja opção de exercício será concedida ao Bank of America Merrill Lynch -, e em mais 20%, no âmbito do lote adicional. Dessa forma, a oferta poderá totalizar 27 milhões de units.
Marisol cancela registro de companha aberta
Por fim, vale mencionar que Marisol informou ao mercado que a acionista controladora, GFV Participações, concluiu com sucesso do leilão de OPA – oferta pública para aquisição de ações ordinárias e preferenciais de emissão da Marisol na véspera, para fins de cancelamento de seu registro de companhia aberta. As ações foram adquiridas pelo preço unitário de R$3,05, totalizando um valor de R$201.199.206,70