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SÃO PAULO – O Ibovespa opera instável no pregão desta segunda-feira (3). Às 13h00 (horário de Brasília) o índice operava em alta de 0,16%, aos 57.150 pontos. Sem referências norte-americanas por conta do feriado, o mercado acompanha a divulgação durante o final de semana dos dados de agosto da China, que mostrou o pior nível de atividade industrial desde março de 2009.
Na Europa, o PMI da manufatura também mostrou ligeira piora sobre os números prévios. Aos 45,1, o indicador mostra contração da atividade industrial, ainda que esteja no melhor patamar em dois meses. Por aqui, destaque para a divulgação do Relatório Focus, que mostrou que a expectativa do mercado é de um PIB (produto Interno Bruto) a 1,64%. Essa é a quinta revisão negativa consecutiva do crescimento.
Credores aprovam plano da Celpa
Entre as notícias em destaque no setor corporativo, os credores da distribuidora de energia Celpa (CELP3, R$ 9,00, 0,00%), do endividado Grupo Rede Energia (REDE4, R$ 2,45, +13,95%), aprovaram o plano de recuperação judicial da companhia na tarde de sábado, mas a empresa ainda precisa que a proposta de transição apresentada pela Equatorial Energia tenha o aval da Aneel para que a situação da paraense à beira da falência seja resolvida.
Cemig e CPFL são candidatas a assumir Grupo Rede
No mesmo setor, a intervenção da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em oito distribuidoras do grupo Rede Energia, decretada na sexta-feira (31) deverá ter “curta duração” e abrir caminho para uma “solução de mercado”, de acordo com publicação do jornal Valor Econômico, basedada nas expectativas de autoridades do setor elétrico diretamente envolvidas com o assunto.
Na avaliação oficial, duas empresas com bastante experiência e apetite por novos ativos surgem como candidatas a herdar boa parte das operações: a paulista CPFL (CPFE3, R$ 21,83, +0,53%) e a estatal mineira Cemig (CMIG4, R$ 35,19, +1,56%).
Eletrobras, Cesp e Transmissão Paulista sob pressão
Ainda no setor de energia, a expectativa por pronunciamentos a respeito do processo de renovação de concessões deve continuar a pressionar as empresas ligadas ao setor. O receio do mercado é de que as geradoras de energia passarão a ser, como as distribuidoras, submetidas à regulação mais restritiva como contrapartida para renovarem suas concessões.
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As ações da Eletrobras (ELET3, R$ 13,20, +1,38%; ELET6, R$ 18,73, +0,97%), Cesp (CESP6, R$ 31,52, +0,22%) e Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 44,06, -2,23%), as empresas mais expostas à questão das concessões, devem sentir maior pressão diante deste cenário.
Ricardo Flores, ex-Previ, assume presidência da Brasilprev
Enquanto isso, a Brasilprev, empresa de previdência complementar que tem como sócios o Banco do Brasil (BBSA3, R$ 6,70, +1,21%) e o Principal Financial Group, anunciou a nomeação de Ricardo Flores para a presidência da companhia.Flores –funcionário de carreira do BB e ex-presidente da Previ, fundo de pensão dos empregados do banco estatal– substitui Sérgio Rosa, que deixou a Brasilprev em 30 de maio.
Petrobras limita investimentos em gás em São Paulo
Com a entrada da Cosan (CSNA3, R$ 10,06, +0,60%), após a compra de 60,1% da Comgás, a Petrobras (PETR3, R$ 21,22, -0,38%; PETR4, R$ 20,56, -0,92%) dará novos rumos ao setor de gás canalizado no Estado de São Paulo, conforme matéria publicada no jornal Valor Econômico.
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Com malha atual de quase 11,2 mil quilômetros de gasoduto no Estado, explorada por três concessionárias – que incluem a Gás Brasiliano, controlada pela Petrobras e a Gás Natural Fenosa, de capital espanhol – a expectativa de investimentos para expansão do atual ramal é grande, podendo mais do que dobrar.
Vale não interrompe planos com supernavios
Já o veto da China aos navios gigantes da Vale (VALE3, R$ 33,51, -0,80%; VALE5, R$ 32,96, -0,66%) não interrompeu os planos da empresa para seus Valemax, afirma o jornal Brasil Econômico. Segundo a publicação, 70% das cargas entregues pela mineradora no país estão sendo realizadas por meio da embarcações próprias ou contratadas a longo prazo, de acordo com um alto executivo da companhia.
MMX elege novo diretor da área financeira
Ainda no campo da mineração, a MMX (MMXM3, R$ 5,39, -1,10%), de Eike Batista, elegeu um novo diretor responsável pela área financeira. Após a renúncia de Guilherme de Alencar Amado, que ocupava o cargo desde março deste ano, o conselho de administração elegeu na última sexta-feira Ricardo de Souza Assef para a posição.
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Cielo conclui aquisição da Merchant e-Solutions
Após anunciar a aquisição no fim de junho, a Cielo (CIEL3, R$ 60,20, +0,32%) concluiu a aquisição da Merchant e-Solutions, afirmou a companhia nesta sexta-feira (31). A companhia afirmou ter cumprido todas as condições para adquirir a empresa norte-americana – sediada no famoso Vale do Silício, na Califórnia. No total, a companhia nacional deve pagar US$ 670 milhões.
Governo de Singapura aumenta exposição na Cetip
A Cetip (CTIP3, R$ 26,10, 0,00%), por sua vez, informou que recebeu uma declaração do Governo de Singapura avisando que a participação em ações da empresa por parte da autoridade passou a ser maior que 5%, chegando a um total de 5,006% – comunicou a empresa nesta sexta-feira (31). Desse total, 4,052% pertence ao próprio Governo e 0,954% é da autoridade monetária do país.
Pão de Açúcar troca executivos e reestrutura unidade
NO setor de varejo, a Companhia Brasileira de Distribuição – CBD, do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3, R$ 73,75, 0,00%) anunciou, na noite de sexta-feira (31), o desligamento dos executivos Caio Mattar, vice-presidente de Negócios Especializados e presidente do Conselho de Administração da Nova Pontocom; Hugo Bethlem, vice-presidente de Relações Corporativas; e Sylvia Leão, vice-presidente de Gestão de Gente.
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Ainda conforme o comunicado, a área de Negócios Especializados será reorganizada. Alexandre Vasconcellos permanecerá como CEO do GPA Malls & Properties. De acordo com a Agência Estado, os negócios de Drogarias e Postos de Combustível serão transferidos para a Divisão de Varejo, sob responsabilidade de José Roberto Tambasco, vice-presidente de Negócios do Varejo.
BM&F Bovespa terá três novos índices
Por fim, vale mencionar que a partir desta segunda-feira três novos índices serão calculados e divulgados em tempo real pela BM&FBovespa: um deles acompanhará os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) listados na Bovespa, outro seguirá empresas listadas no segmento de governança corporativa Novo Mercado e o último estará lastreado em fundos imobiliários.Os três índices terão suas carteiras reavaliadas a cada quatro meses, da mesma forma que os demais índices da bolsa.