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SÃO PAULO – O noticiário corporativo vem movimentando o mercado acionário brasileiro, que acompanha um dia instável no Ibovespa, que operava às 13h36 (horário de Brasília) em queda de 0,36%.
Por aqui, o mercado acompanha uma série de balanços referentes ao segundo trimestre de 2012. Além disso, contribui para a volatilidade o vencimento de opções sobre o índice, além da expectativa sobre novas medidas de estímulo do governo brasileiro.
Já no cenário externo, destaque para a agenda de indicadores norte-americanos, que revela resultados mistos sobre a economia no país. No Velho Continente, o mercado está atento às declarações do comissário europeu de Assuntos Econômicos, Olli Rehn. Ele indicou que o governo espanhol está considerando um pedido de resgate soberano europeu.
Copel desaba após balanço; Eletrobras e Cemig também divulgam resultados
Entre as diversas empresas que divulgaram os seus balanços trimestrais, ganham evidência nesta quarta-feira as ações da Copel (CPLE6, R$ 41,19, -5,36%), que registram forte queda após divulgarem números decepcionantes no trimestre.
Segundo a companhia, o balanço foi afetado principalmente pelo terceiro ciclo de revisão tarifária e em razão do não reconhecimento desta parcela de investimentos na base de ativos do ciclo atual. Além disso, no segundo trimestre de 2012, o total de custos e despesas operacionais atingiu R$ 1.788,1 milhões, valor 18,1% superior aos R$ 1.513,5 milhões registrados durante o segundo trimestre de 2012.
Outras companhias do setor elétrico também revelaram os seus balanços. Favorecida pela alta do dólar, a Eletrobras (ELET6, R$ 20,46, -0,10%) teve lucro líquido de R$ 1,35 bilhão no segundo trimestre, montante 312,5% maior do que um ano antes.
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Já as ações da Cemig (CMIG4) registram leve alta de 0,03%, cotadas a R$ 39,80, após os números do segundo trimestre terem vindo em linha com as expectativas dos analistas. Por outro lado, as ações da Eletropaulo (ELPL4, R$ 19,54, +1,77%) sobem, operando no sentido oposto ao mercado.
Gafisa lidera ganhos; Brookfield, Cyrela, Rossi sobem
Chamam a atenção também no pregão os papéis de companhia do setor imobiliário, com destaque para os ativos da Gafisa (GFSA3, R$ 3,45, +5,50%) que lideram os ganhos no Ibovespa. No dia 10 de agosto, a companhia duvulgou o seu balanço trimestral revelando lucro líquido de R$ 1 milhão, revertendo resultado negativo do mesmo período do ano passado.
A Brookfield (BISA3, R$ 3,42, +3,64%), Cyrela (CYRE3, R$ 16,52, +1,35%) e Rossi (RSID3, R$ 5,33, +0,76%) também operam no campo positivo nesta sessão.
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A Brookfield Incorporações registrou prejuízo líquido de R$ 383,5 milhões no segundo trimestre de 2012, revertendo lucro líquido de R$ 78,2 milhões do mesmo período do ano passado. Já a Cyrela anunciou na segunda-feira (13) que teve lucro líquido de 143 milhões de reais no segundo trimestre, um aumento de 48,9% ante igual período de 2011.
Por fim, a Rossi Residencial (RSID3) registrou prejuízo líquido de R$ 9,064 milhões no segundo trimestre deste ano, ante lucro de R$ 84,56 milhões apurado um ano antes, de acordo com resultados preliminares anunciados pela companhia nesta quarta-feira.
Lojas Americanas e B2W no vermelho
No setor de varejo, as ações da Lojas Americanas (LAME4, R$ 14,24, -5,07%) recuam forte. A companhia registrou lucro líquido de R$ 37,7 milhões no segundo trimestre de 2012, com queda de 13,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
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Os papéis da B2W (BTOW3, R$ 6,29, -6,40%) também despencam. A companhia divulgou na madrugada desta quarta-feira (15) prejuízo líquido maior que o esperado no segundo trimestre, de R$ 38,9 milhões, elevando as perdas em 86,1% na comparação com o mesmo período um ano antes.
Le Lis Blanc também apresentou prejuízo
Destaque ainda para a Restoque (LLIS3, R$ 9,36, -5,45%), que teve prejuízo líquido foi de R$ 12,8 milhões no segundo trimestre, revertendo lucro líquido de R$ 14,1 milhões no mesmo período do ano anterior. Em termos ajustados, a companhia sofreu prejuízo líquido de R$ 8,36 milhões no período, ante lucro de R$ 15,16 milhões obtido um ano antes.
OGX no vermelho após balanços
Entre as empresas do Grupo EBX, de Eike Batista, as ações da OGX (OGXP3, R$ 5,94, -4,04%) registram forte queda. A companhia terminou o segundo trimestre com um prejuízo líquido de R$ 398,6 milhões, frente a um saldo negativo de R$ 112,2 milhões no mesmo período do ano passado.
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A MPX Energia (MPXE3, R$ 34,91, +0,61%), por sua vez, encerrou o segundo trimestre de 2012 com um prejuízo de R$ 135,2 milhões, ampliando o resultado negativo na comparação com o prejuízo de R$ 78,8 milhões observado no mesmo período do ano anterior.
Cruzeiro do Sul despenca
Paralela à divulgação dos balanços, as ações do Banco Cruzeiro do Sul (CZRS4, R$ 1,69, -8,38%) caem forte. Na véspera, o FGC (Fundo Garantidor de Crédito) anunciou que lançará em nome próprio uma oferta de compra dos títulos emitidos pelo Banco Cruzeiro do Sul no mercado externo.
De acordo com o FGC, esta foi a solução encontrada para resolver a situação complicada do banco. A instituição financeira registrou patrimônio líquido de R$ 3,1 bilhões na data-base de 30 de junho deste ano, indicando a necessidade de adoção de providências imediatas para a sua capitalização.