Radar: Copel e B2W lideram perdas e processo pode custar R$ 10 bi à Petro

Seis bancos avaliam compra da Cruzeiro do Sul e BB; Caixa injetam mais R$ 64 bi em crédito na economia e BNDES pode formar gigante brasileiro de celulose

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SÃO PAULO – No campo negativo desde o início do pregão, o Ibovespa operava às 12h55 (horário de Brasília) em queda de 0,29% no pregão desta segunda-feira (27). As atenções do mercado se mantêm no noticiário europeu e norte-americano, com foco principal para o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, previsto para a próxima sexta-feira e para o pronunciamento do presidente do BCE (Banco Central Europeu|), Mario Draghi, que acontece no próximo sábado.

Nesta sessão, o destaque por aqui fica com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), na quarta-feira. Conforme o Boletim Focus, publicado pelo Banco Central, o mercado espera um novo corte de 0,50 ponto percentual na Selic, para 7,5% ao ano.

Os investidores repercutem nesta sessão uma pesquisa do governo da China que mostrou que o lucro das principais companhias industriais do país diminuiu 5,4% em julho, na comparação com 2011. No Velho Continente, o índice que mede a confiança dos empresários na Alemanha caiu pelo quarto mês consecutivo. 

Também segue no foco do mercado o anúncio de que Alemanha e França vão lançar um grupo de trabalho com o objetivo de apresentar propostas conjuntas sobre questões da Zona do Euro como união fiscal e bancária. 

Copel recua após corte de recomendação do Credit Suisse
Entre os destaques no setor corporativo, as ações da empresa paranaense Copel (CPLE6, R$ 38,80, -3,72%) aparecem entre as maiores quedas no Ibovespa nesta sessão.

A companhia teve a recomendação rebaixada para neutra pelo Credit Suisse nesta segunda, tendo como justificativa o fraco desempenho no segundo trimestre deste ano e a expectativa demostrada pela companhia na última sexta-feira, reforçando a estratégia de crescimento, com uma meta mais agressiva de expansão. Além disso, o banco destaque que os esforços para redução de custos devem ser centralizados em 2014, em vez de vir já no ano de 2013.

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B2W também aparece entre maiores quedas
No mesmo sentido, as ações da B2W Varejo (BTOW3, R$ 7,47, -3,11%) aparecem entre as maiores quedas no Ibovespa. Com o valor do patrimônio líquido desaparecendo, o HSBC avalia que é o momento de sair das ações BTOW3. Para os analistas Francisco Chevez e Manisha Chaudhry, com a deterioração da posição competitiva da B2W, provavelmente deve continuar o fraco crescimento da receita e a erosão da margem. Além disso, a cobertura dos juros deve permanecer negativa no futuro próximo, levando ao consumo de caixa.

Processo pode custar R$ 10 bi à Petrobras
Enquanto isso, em um processo que se arrasta por 20 anos, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) deve decidir na próxima terça-feira (28) o processo em que a Petrobras (PETR3, R$ 22,06, +0,55%; PETR4, R$ 21,27, +0,19%) é acusada de abuso de poder sobre a Petroquisa, sua antiga subsidiária petroquímica. A notícia foi veiculada no portal online do Estado de São Paulo. Para os analistas Rossano Oltramari e William Castro Alves, da XP Investimentos, considerando que a Petrobras não detém recursos provisionados para este caso, a companhia poderia incorrer em uma considerável perda, variando de R$ 5,6 bilhões a R$ 10 bilhões.

Ainda sobre a petrolífera, a companhia comprovou a ocorrência de petróleo e gás de boa qualidade no bloco BM-SEAL-10, em águas ultraprofundas da Bacia de Sergipe-Alagoa.

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Seis bancos avaliam compra da Cruzeiro do Sul
Além disso, seis bancos já estão avaliando os números do Cruzeiro do Sul (CRUZ3, R$ 19,91, -0,85%), que está sob intervenção do Banco Central desde o início de junho e foi posto à venda pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) há duas semanas. De acordo com o Estado de São Paulo, quatro deles já fizeram reuniões com o Fundo para tirar dúvidas e outros dois agendaram encontros.

Ainda sobre a companhia, de acordo com o jornal Valor Econômico, um futuro comprador do banco Cruzeiro do Sul pode vir a se beneficiar de até R$ 1 bilhão em créditos tributários, segundo documento entregue pelo HSBC e pelo Bank of America Merrill Lynch a investidores estrangeiros na sexta-feira. 

BNDES pode formar gigante brasileiro de celulose
O BNDES (Banco nacional de Desenvolvimento Social), por sua vez, ocupa o posto de maior investidor da indústria brasileira de papel e celulose em operações realizadas diretamente ou por meio do BNDESPar, seu braço de participações. Portanto, na visão de especialistas, o BNDES poderá melhorar ainda mais o desempenho no setor e contribuir para formar um gigante brasileiro de celulose.

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De acordo com matéria publicada pelo portal online do Valor Econômico, o banco é acionista majoritário de Fibria (FIBR3, R$ 15,73, -3,26%), é o segundo maior da Suzano Papel e Celulose (SUZB5, R$ 4,44, -3,44%), um dos grandes detentores de papéis de Klabin (KLBN4, R$ 9,03, -1,20%) e principal credor da Eldorado Celulose.

BB e Caixa injetam mais R$ 64 bi em crédito na economia
No setor financeiro, os bancos públicos em geral despejaram R$ 65,7 bilhões no mercado no segundo trimestre, colaborando para a volta do crédito e para a retomada da economia. Segundo notícia publicada pelo Estado de São Paulo, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,19, +0,74%) foram os maiores responsáveis por esse crescimento do crédito. A Caixa aumentou em R$ 29 bilhões o volume de empréstimos, enquanto o BB colaborou com R$ 35 bilhões – um total de R$ 64 bilhões.

Anatel determina que Oi não cobre chamadas de orelhão
Além disso, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) determinou que a Oi (OIBR3, R$ 9,10, -1,52%; OIBR4, R$ 7,72, -0,13%) deixe de cobrar as ligações efetuadas em orelhões em 2.020 municípios em todo o País. Destes municípios, 1.724 serão gratuitos até 30 de outubro, pois estão com problemas de disponibilidade, ou seja, no uso do orelhão. 

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Embraer vence licitação do Sisfron
No setor aéreo, a Embraer Defesa e Segurança (EMBR3, R$ 13,66, +0,52%) foi escolhida pelo Exército Brasileiro para executar o projeto piloto do do Sisfron (Sistema de Monitoramento sem Fronteiras), contemplando uma área de aproximadamente 600 quilômetros de fronteiras terrestres, na divisa do Estado di Mato Grosso do Sul com Paraguai e a Bolívia. 

Eletrobras pretende emitir até R$ 2 bi em debêntures
No setor de energia, a Eletrobras (ELET3, R$ 15,77, -0,20%;  ELET6, R$ 20,40, -1,11%) protocolou na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) pedido de registro para emissão de até R$ 2 bilhões em debêntures simples, não conversíveis em ações, em até duas séries, informou a estatal em comunicado nesta sexta-feira.

BTG e Pátria são parceiros em energia
Já o BTG Pactual (BBTG11, R$ 31,71, -0,91%) e o P2Brasil, fundo que reúne Pátria Investimentos e Promon, assumiram o controle da recém-criada Latin America Power (LAP), empresa que vai investir em projetos de energia renovável no Chile, no Peru e no Panamá, de acordo com o Valor.

Autobrasil planeja captar recursos em bolsa
Por fim, a Autobrasil planeja captar recursos em bolsa para atuar na consolidação do mercado de venda de veículos usados. De acorco com matéria publicada no jornal Valor Econômico, a companhia entrou com um pedido  de oferta inicial de ações na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) na quinta-feira. Segundo a publicação, a empresa pretende captar entre R$ 600 milhões e R$ 800 milhões na operação.