Radar: comece o pregão sabendo as novidades do cenário corporativo

Investidores avaliam notícias sobre reajuste do minério de ferro; com cautela externa, Ibovespa futuro cai 1,26%

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SÃO PAULO – Pressionados por novos temores acerca da economia global, os mercados acionários internacionais iniciam esta quinta-feira (21) em queda. Os investidores ainda avaliam a minuta da última reunião do Federal Reserve, que mostrou a redução das projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) do país.

No mercado doméstico, as referências são similares. O governo anunciou na última sessão a redução das estimativas para crescimento do PIB do Brasil em 2009, de 2% para 1%. Mesmo com o corte, a projeção supera as estimativas indicadas pelo relatório Focus, de contração de 0,49% do indicador.

Acompanhando o mau humor do mercado internacional, o Ibovespa futuro opera em queda de 1,26%, indicando uma abertura negativa da bolsa paulista. Além das perspectivas da economia, os investidores devem atentar também para a cena corporativa, que traz novidades sobre o setor de mineração.

Mineração

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A manhã começa com notícias vindas da Ásia sobre as negociações de reajuste do preço do minério de ferro. Conforme a mídia internacional, a japonesa Nippon Steel, segunda maior siderúrgica do mundo, estaria próxima de fechar os contratos com um desconto entre 30% e 35% sobre o preço acordado em 2008.

As informações podem impactar o desempenho dos papéis da Vale (VALE5), que está no Japão negociando o reajuste. Vale lembrar que, no início da semana o presidente da mineradora, Roger Agnelli, havia reforçado a proximidade de uma conclusão das conversas.

Ademais, tanto o setor de mineração quanto o de siderurgia podem refletir a trajetória declinante dos preços das commodities metálicas. Depois de seis sessões de alta, o cobre volta a cair em Londres, acompanhado dos demais metais industriais, como zinco, alumínio e níquel.

Direito de dissidência

A Sadia (SDIA4) informou que seus acionistas terão um prazo de 30 dias para efetuarem a retirada do valor correspondente às ações incorporadas à companhia, que ainda será calculado.

Justificando a inexistência do valor exato, a Sadia informou que no momento em que a incorporação de ações for apresentada aos acionistas da companhia para deliberação, a Sadia já será controlada pela BFR (Brasil Foods), de forma que não é possível “estabelecer, desde já, o valor a ser pago a título de reembolso, que poderá ser calculado com base no valor de patrimônio líquido constante de balanço da companhia”.

Concessões rodoviárias

O direito de concessão rodoviária do complexo Ayrton Senna/Carvalho Pinto foi dado à Primav EcoRodovias, após a Triunfo Participações (TPIS3) ter seu pedido de ampliação de prazo para entrega de documentos negado.

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A companhia havia vencido o leilão da rodovia em 6 de janeiro, porém após a perda do prazo, a Artesp (Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo) declarou a decadência do direito da Triunfo de assinar o contrato.