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SÃO PAULO – Após as fortes quedas observadas no pregão anterior, esta terça-feira (26) apresenta tímida reação, com o Ibovespa Futuro operando com leve alta, enquanto nos EUA os contratos futuros de índice mostram alta entre 0,1% e 0,2%.
Enquanto a crise no Velho Continente ainda não dá passos concretos em direção a uma solução, os rumores tomam conta dos principais jornais da mídia internacional. O Financial Times revelou nesta manhã um plano para que a União Europeia tenha poderes suficientes para reescrever o orçamento dos países em desacordo com as regras de déficit.
Tal proposta está alinhada com a ideia de união fiscal, pregada entre os líderes. Já o Wall Street Journal publica que está em discussão a questão da supervisão do setor bancário, tarefa que passaria dos países para o BCE (Banco Central Europeu). “A atenção do mercado provavelmente permanecerá no noticiário sobre o desfecho da cúpula da União Europeia”, alerta o analista-sênior do Danske Research, Anders Møller Lumholtz.
Paralisação da bolsa
O sistema da BM&FBovespa (BVMF3) voltou a funcionar na noite desta segunda-feira (25). De acordo com o comunicado da operadora da bolsa, problemas técnicos na divulgação do canal Proxydiff fizeram as cotações do segmento Bovespa serem interrompidas das 13h13 (horáro de Brasília) até às 16h48. Contudo, apesar de funcionar normalmente por volta de 19h00, no momento do envio do comunicado o site da bolsa ainda não estava atualinzado corretamente.
Como o sistema não travou o envio de cotações para as mesas de operações, o pregão continuou de maneira normal – exceto pelo fato de que vários investidores se viram impossibilitados de operar. Isso fez com que o volume da sessão terminasse bastante abaixo da média, refletindo o travamento das informações aos homebrokers – principal ferramenta utilizada pelas pessoas físicas ao realizarem seus investimentos.
Abilio negocia saída do Pão de Açúcar
Enquanto esquenta o clima na transição de comando do Pão de Açúcar (PCAR4), o empresário Abilio Diniz negocia sua saída da sociedade com o novo controlador, o francês Jean-Charles Naouri. Segundo noticiaram os principais jornais do país nesta terça-feira (26), a reunião entre os dois não foi conclusiva, o que deve estender mais as negociações.
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Um acordo preliminar, firmado com o Casino em 2005, aponta que Diniz deve permanecer na presidência do conselho de administração, mesmo sem o controle do grupo. Sócio minoritário, ele ainda tem 21% do capital da empresa fundada por seu pai há 60 anos.
Vale 1: Previ nega saída
Outra notícia relevante nesta manhã vem da Previ. O diretor de participações, Marco Geovanne, afirmou ao Valor Econômico que o fundo de pensões não pretende vender sua fatia na Vale (VALE3, VALE5) para atender às novas regras da instituição. O regulamento atual determina que a Previ não pode ter mais de 25% do capital de uma companhia nem 10% de seu portfólio em uma só empresa. No caso, a Vale representa 36% da carteira da Previ.
Vale 2: divulgação dos resultados do 2T12
A mineradora também anunciou a data da divulgação do seu balanço referente ao segundo trimestre de 2012: 25 de julho, após o fechamento do mercado. Já o relatório de produção da companhia será apresentado uma semana antes, no dia 18 de julho, também após o fechamento do pregão.
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No dia seguinte (26), serão realizadas duas teleconferências. A primeira, em português, ocorrerá às 10h00 (horário de Brasília) e a segunda, em inglês, às 12h00.
Aporte bilionário no Votorantim
O Banco do Brasil (BBSA3) e a Votorantim Finanças (VF) fizeram um aumento de capital de R$ 2 bilhões no Banco Votorantim. A operação envolverá aportes iguais do BB e da VF, ambos sócios do Banco Votorantim, no valor de R$ 1 bilhão cada. O negócio ainda depende da aprovação do Banco Central.
Prejuízo da São Martinho
A São Martinho (SMTO3) inverteu lucro e registrou prejuízo líquido de R$ 4,89 milhões nos últimos três meses da safra 2011/12, comunicou a empresa na noite anterior. Com isso, o lucro líquido da companhia reduziu para R$ 126,61 milhões durante a totalidade da safra, o que representa uma queda de 11% frente à safra anterior.
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A empresa viu suas receitas recuarem 7,5% nos últimos três meses de uma safra e outra, atingindo R$ 259,47 milhões. Assim, no total de 2011/12, a companhia registrou receitas de R$ 1,36 bilhão – 5,6% acima da safra passada. Entre um período e outro, esse foi o único indicador a mostrar melhoria.
Fitch mantém rating da Cteep
A agência de classificação de risco Fitch Ratings afirmou a nota nacional de longo prazo ‘AA+(bra)’ (AA mais (bra)) para a Cteep (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista – TRPL4) e de sua primeira emissão de debêntures, no valor de R$ 548 milhões. A agência reportou ainda a perspectiva estável para os ativos da companhia.