Radar: acompanhe algumas das principais oscilações na bolsa nesta quarta-feira

Ações da GVT sobem 17% com potencial venda para Vivendi; sustentados por testes em Guará, papéis da Petrobras avançam

Por  Giulia Santos Camillo

SÃO PAULO – Após uma manhã instável, as bolsas norte-americanas confirmam o movimento de alta no início da tarde, dando fôlego extra ao mercado brasileiro. Refletindo a melhora do humor externo e ajudado pelo noticiário corporativo doméstico, o Ibovespa sobe 0,15%.

Quem ganha o foco desta manhã é a Petrobras (PETR3, PETR4), tendo informado à ANP (Agência Nacional do Petróleo) duas novas descobertas de vestígios de petróleo nos blocos SEAL-T-410 e SEAL-T-390, ambos situados na bacia de Sergipe.

Porém, a principal notícia acerca da estatal é o resultado do teste de formação no poço Guará, em águas ultra-profundas da Bacia de Santos. As estimativas são de que o volume de óleo recuperável seja entre 1,1 bilhão e 2 bilhões de barris de óleo leve e gás natural. Em resposta, as ações ordinárias da Petrobras sobem 1,22%, seguidas pelas preferenciais, que avançam 0,61%.

Emissão de títulos

A Vale (VALE3, VALE5), por sua vez, entra em evidência após confirmar a emissão internacional de US$ 1 bilhão em bônus com vencimento em 2019, a ser realizada através de sua subsidiária Vale Overseas Limited. Refletindo o anúncio, as ações preferenciais e ordinárias da mineradora caem 0,18% e 0,44%, respectivamente.

Fusões & Aquisições

Fora do Ibovespa, o destaque fica com as ações da GVT (GVTT3), que sobem 17,24%. A francesa Vivendi tem interesses de adquirir o controle da empresa por um preço de R$ 42 por ação, ou R$ 5,4 bilhões. Nos termos do acordo está incluído o cancelamento da oferta secundária de ações anunciada pela GVT em meados de agosto.

Financiamento

A Marfrig (MRFG3) comunicou a contratação de uma linha de financiamento de US$ 160 milhões em pré-pagamento de exportações junto ao Banco do Brasil, com prazo de pagamento total de cinco anos, incluídos dois anos de carência. A amortização acontecerá em parcelas semestrais, após o período de carência, enquanto os juros terão pagamentos mensais desde a contratação.

Vale lembrar que no início deste mês a companhia havia anunciado um financiamento similar junto ao Credit Suisse Brazil, de US$ 100 milhões, com vencimento em cinco anos e carência de três anos. Com o segundo empréstimo, as ações da companhia sobem 3,13%.

Transporte e logística

Os investidores avaliam negativamente a contratação de um novo serviço de dragagem para o rio Itajaí-Açu, pela controlada da Triunfo Participações (TPIS3), Portonave. A operação, cujo valor é de R$ 3,285 milhões, pressiona os papéis da companhia, que recuam 0,74%.

Troca de diretoria

Outra notícia que fica em evidência é a saída de Márcio Augusto Vasconcelos Nunes da presidência da Copasa (CSMG3). Conforme nota da empresa, para substituir Nunes, será submetido ao conselho de administração o nome do atual Diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Ricardo Augusto Simões Campos.

Já para assumir a Diretoria Financeira e de Relações com Investidores da companhia, será indicada a economista Paula Vasques Bittencourt, cuja escolha também será submetida ao conselho de administração. Em resposta, as ações da empresa sobem 0,34%.

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