Radar: ações da Oi despencam após balanço e Coelce opera em forte alta

MRV recua após indícios de trabalho escravo, Arezzo fecha 2º tri com alta no lucros, enquanto lucro Cremer recua 26,5%

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SÃO PAULO – Após a volatilidade vista no início dos negócios, o Ibovespa operava às 13h18 (horário de Brasília) em alta de de 0,30% no pregão desta quarta-feira (1).  O mercado acompanha nesta sessão a publicação de um número para o mercado de trabalho norte-americano melhor que o esperado. No entanto, a indústria contuna a frustrar os investidores.

Além disso, o HSBC e a Markit Economics divulgaram uma série de PMIs (Purchasing Manager’s Index), que mede o nível de atividade industrial nos países ao redor do mundo. Segundo compilação da XP Investimentos, 70% das economias pesquisadas iniciam o segundo semestre em contração da atividade.

Os investidores mostram cautela ainda antes das reuniões do Federal Reserve, cuja decisão deverá ser divulgada às 15h30, e do encontro do BCE (Banco Central Europeu), que se encontra antes do pregão de quinta-feira.

Lucro da Oi atinge R$ 64 milhões
Depois de divulgar balanço trimestral, as ações do grupo de telecomunicações Oi (OIBR3, R$ 11,14, -5,51%; OIBR4, R$ 9,58, -5,84%) lideram as perdas no Ibovespa. Nem o lucro líquido e tampouco o avanço no segmento de mobilidade no segundo trimestre do ano foram suficientes para acalentar nos investidores um sentimento mais positivo em relação a operadora, que foi afetada recentemente com a suspensão nas vendas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

A companhia reportou no segundo trimestre um que o seu  lucro líquido consolidado somou R$ 64 milhões no segundo trimestre de 2012, este resultado não é comparável com os lucros do primeiro trimestre de 2012.

Após a divulgação do balanço, Oi informou que a reestruturação societária, ocorrida em fevereiro deste ano, trouxe impactos positivos para a companhia, segundo o diretor de relações com investidores, Alex Zornig. O diretor afirma que a reestruturação societária trouxe “transparência para o mercado de ações”. 

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Coelce tem queda de 34,6% no lucro
Vale destacar ainda a forte alta das ações da Coelce (COCE5, R$ 41, 13, +7,11%). A companhia divulgou na véspera que registrou lucro líquido de R$ 85,89 milhões no segundo trimestre de 2012, uma queda de 34,6% frente ao que havia sido registrado no mesmo período em 2011. A companhia teve vendas de 2.403 gigawatts/hora durante o trimestre, um avanço de 14,3%.

MRV recua após indícios de trabalho escravo
Além disso, com a notícia de que a MRV (MRVE3, R$ 10,94, -1,88%) foi incluída no cadastro nacional de empresas que utilizam mão de obra escrava, as ações da companhia recuam nesta quarta.

Filiais da construtora MRV foram incluídas em cadastro do Ministério do Trabalho de empregadores que tenham submetido funcionários a condições análogas às de escravo, segundo a última atualização da relação.

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A companhia, que teve dois projetos de condomínios residenciais no interior de São Paulo incluídos na relação, afirmou em comunicado ter sido “surpreendida com a inclusão de seu nome no cadastro (…) e está tomando todas as medidas e ações cabíveis para promover a exclusão de seu nome do cadastro”.

Arezzo fecha 2º tri com alta no lucro
Em continuidade à divulgação de balanços, a Arezzo (ARZZ3, R$ 33,69, +4,72%) fechou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 25,76 milhões, com alta de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebitda (geração operacional de caixa) da companhia foi de R$ 34,63 milhões ou 22,4% maior os R$ 28,29 milhões do segundo trimestre de 2011.

Lucro da Cremer recua 26,5%
A Cremer (CREM3, R$ 16,45, +5,45%) também acompanha a forte alta de seus ativos. A companhia reportou queda de 26,5% no lucro líquido do segundo trimestre de 2012, para R$ 3,82 milhões, mostrou a empresa na terça-feira. Essa baixa foi acompanhada pelo Ebitda (geração operacional de caixa) da companhia, que registrou leve queda de 0,1%, aos R$ 16,99 milhões.

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BR Malls adquire 45% de shopping no Rio
A BR Malls (BRML3, R$ 24,11, +0,79%) , por sua vez, anunciou na véspera a aquisição, de forma indireta, de fatia de 45% no Shopping Plaza Macaé, no Rio de Janeiro, por R$ 47 milhões à vista, ainda a descontar a assunção de dívidas no valor de R$ 22,2 milhões.

CVM suspende oferta irregular de investimento do Grupo Franco
Por fim, vale citar que a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) determinou a imediata suspensão da veiculação no Brasil de qualquer oferta pública de títulos ou contratos de investimento coletivo pela Platz Empreendimentos e Administradora Ltda. (Grupo Franco) e por seu administrador e representante Felipe Ferreira Franco Neto.

Nenhum dos sócios e administradores do grupo têm registro na CVM, mas o Grupo Franco e seu administrador vinham usando um endereço na internet para ofertar publicamente oportunidades de investimento, os quais enquadram-se no conceito legal de valor mobiliário.