Radar: ações da Cesp e Cemig lideram perdas; Heringer despenca mais de 7%

BNDES e Eike firmam parceria em uma fábrica de semicondutores; Petrobras negocia ativos do Golfo

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SÃO PAULO – Apesar de reduzir as perdas, o Ibovespa se mantém em queda nesta quarta-feira (3), mesmo após os indicadores sobre a economia norte-americana superarem as expectativas do mercado. Às 13h15 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira recuava 0,28%, tendo chegado a cair 1,03% mais cedo.

As perdas foram amenizadas depois da publicação do PMI (Índice de Gerentes de Compras) de serviços por aqui, que mostrou recuperação. Enquanto isso, no país oriental, o PMI (Purchasing Manager’s Index) de serviços atingiu o pior nível em cerca de dois anos.

Já na Zona do Euro o mesmo indicador foi ligeiramente revisado para cima sobre as prévias, mas ainda assim marca um dos piores resultados em três anos. Ainda por lá, depois de medidas para reduzir o déficit na Espanha, essa quarta-feira é a vez de Portugal revelar mais medidas de austeridade.

Cesp e Cemig recuam forte
Entre os destaque no setor corporativo, as ações da Cesp (CESP6, R$ 20,79, -4,02%) lideram as perdas no Ibovespa nesta quarta-feira. Os papéis da companhia paulista são pressionados pela sinalização de que o governo de São Paulo pode desistir de vender a companhia, por conta das fortes quedas dos papéis desde a intervenção do governo no setor. 

Outro papel que recua forte no pregão é o da Cemig (CMIG4, R$ 23,40,-3,90% ). A Citi Corretora divulgou em relatório a redução do preço-alvo para os papéis da companhia de R$ 34,50 para R$ 21,30. Para a equipe de análise da corretora, o governo tende fortemente a adotar preços menores para as tarifas nas renovações e a primeira renovação depende dos ativos de geração estarem totalmente amortizados no prazo de vida da concessão.

Outras companhias do setor registram queda no pregão, entre elas a AES Tietê (GETI4, R$ 22,17, -1,38%), Transmissão Paulista (TRPL4, R$ 35,51, -1,69%) e Tractebel (TBLE3, R$ 32,16, R$ -0,83%) também operam no negativo.

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Elétricas disputam ativos do Grupo Rede
Ainda no setor de energia, a disputa por ativos do grupo Rede Energia se intensificou e já mobiliza a J&F, Cemig, CPFL (CPFE3, R$ 22,54, +0,22%), Equatorial (EQTL3, R$ 17,85, +0,28%) e dois fundos de investimentos estrangeiros, afirma matéria do jornal Valor Econômico. A disputa acontece por oito distribuidoras do grupo, controlado pelo empresário Jorge Queiroz, sob intervenção da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) desde o início de setembro.

Heringer despenca após revisão de projeções
Com sinais de um terceiro trimestre muito pior do que se imaginava, as equipes de análises do Itaú BBA e do Bank of America Merrill Lynch deixaram de recomendar a compra para as ações da Fertilizantes Heringer (FHER3, R$ 12,27, -7,88%).

Os analistas do Bank of America adotaram um tom mais pessimista com o desempenho futuro das ações. Vendo um resultado “muito mais fraco” no segundo semestre deste ano, a recomendação passou de compra para underperform, o equivalente a venda.

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BNDES e Eike firmam parceria em fábrica de semicondutores
Já o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aportou R$ 245 milhões para se associar a Eike Batista no projeto de uma fábrica de semicondutores (chips) em Ribeirão das Neves (MG), afirma publicação do O Estado de S.Paulo.Segundo a publicação, o montante equivale a uma fatia de 33,02% na SIX Semicondutores, empresa criada para tocar o empreendimento.

Petrobras negocia ativos do Golfo com três compradores
Além disso, a gigante Petrobras (PETR3, R$ 23,35, -0,76%; PETR4, R$ 22,58, -0,53%) está preparada para vender até US$ 6 bilhões de seus ativos no Golfo do México, em um dos maiores desinvestimentos da empresa, enquanto a desaceleração global das commodities pressiona as maiores companhias brasileiras a entrar em uma nova era de austeridade, afirma publicação do jornal Valor Econômico.

CEO da CCX nega rumores da demissão de presidente
Ainda sobre o grupo EBX, Eike Batista negou que teria demitido o diretor-presidente da sua carvoaria na Colômbia, a CCX Carvão (CCXC3, R$ 12,78, -1,42%), conforme noticiou na segunda-feira no radar online de Lauro Jardim, colunista da revista Veja.

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Aneel aprova flexibilização parcial de perdas na Celpa
Além disso, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou parcialmente o pleito da paraense Celpa (CPLE6, R$ 32,44, -2,14%) para flexibilizar as exigências de redução de perdas não-técnicas de energia elétrica, os chamados “gatos”. Com a votação desse item, a Aneel cumpre mais uma etapa para a formalização da venda da Celpa para a Equatorial Energia.

Fibria compra fatia na norte-americana Ensyn
Por fim, a Fibria (FIBR3, R$ 18,26, -2,09%) anunciou no final da terça-feira que adquiriu participação na empresa norte-americana de tecnologia de biocombustível Ensyn por US$ 20 milhões. A operação dará origem a uma joint venture com participação igualitária para futuro investimento em produção de combustíveis líquidos e químicos a partir de biomassa no Brasil.