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SÃO PAULO – Da mesma forma como no Brasil, após a conclusão do ensino fundamental, que no Japão tem duração de nove anos (um ano a mais que no Brasil), o estudante pode continuar sua educação através da adesão ao ensino médio, também conhecido como colegial no Brasil.
No Japão, após a conclusão do chugakko (ensino fundamental), ou do kookoo (ensino médio), o aluno pode continuar os estudos nas escolas de especialização e profissionalizantes, ou seguir para a faculdade.
Mais rápido que a faculdade
Ao contrário do que ocorre no Brasil, onde a maioria daqueles que têm condições opta pelo ingresso na faculdade, no Japão a opção pelo curso profissionalizante ou técnico é bastante comum, sobretudo, entre os brasileiros que lá se encontram.
Os cursos profissionalizantes e técnicos oferecem uma alternativa mais rápida para quem procura uma formação profissional, mas não conta com recursos e tempo suficiente para concluir a faculdade.
No Japão existem basicamente dois tipos de cursos profissionalizantes. O primeiro, o “kootoo senmon gakkoo”, é voltado a quem concluiu o ensino fundamental, e tem duração de cinco anos. Já o “senmon gakkoo” é voltado para quem concluiu o ensino médio, e por isso pode ter duração entre 1 e 4 anos, e proporciona qualificação profissional e licença para atuar em sua área.
Quem pode se matricular?
Para quem estudou no Japão, em geral é preciso ter concluído o ensino médio, ainda que existam cursos voltados aos estudantes que concluíram o ensino fundamental. Quem não estudou no Japão precisa ter ao menos 12 anos de estudo comprovado.
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Para quem vem de países como o Brasil, por exemplo, em que o estudo comprovado até o final do ensino médio é de 11 anos, o interessado deve dedicar um ano ao aprendizado da língua japonesa. Para tanto deve se matricular em uma escola designada pelo Ministério da Educação do Japão.
Quanto custa ter o diploma técnico?
Quem não se importa de estudar à noite pode economizar bastante, visto que o custo do curso, nestes casos, cai pela metade. Já quem estuda de manhã gasta em média dois milhões de ienes nos dois anos de duração do curso.
Para quem pensa em conseguir uma bolsa de estudo, vale lembrar que apenas 1% dos estudantes tem bolsa, de forma que ainda que não seja impossível, trata-se de uma possibilidade remota.
Que tipo de formação é possível ter?
Existe uma diferença entre curso profissionalizante e curso técnico. Quem atender aos critérios exigidos para a matrícula pode obter licença em dez áreas de atuação: ajudante de agrimensor, cozinheiro, perito em alimentação, eletricista, professor de segurança, professor de jardim-de-infância, professor de higiene para colegiais, professor de música para colegiais, assistente de idosos e especialista em assistência social.
Porém, existem outros cursos técnicos nas áreas de eletrônica, mecânica, soldagem, enfermagem, cabeleireiro, cozinheiro, secretariado, computação, desenho, artes, inglês, entre outros, que não exigem formação curricular para ingresso, e cuja duração é menor. Finalmente, é possível fazer o exame para obter licença em outras áreas mais especializadas, mas neste caso o interessado precisa ter estudado nos institutos superiores.
Os cursos oferecem uma boa oportunidade de formação profissional tanto para aqueles que pretendem se radicar no Japão, quanto para os que têm interesse em retornar ao Brasil.