Guru da Bovespa

Quer investir na Bolsa? Comece de forma simples: escolha apenas uma ação boa pagadora de dividendos, diz Luiz Barsi

Se a ideia é o longo prazo, o investidor deve buscar empresas com boa perspectiva de resultado e não “imagem”

Por  Paula Barra -

SÃO PAULO – Em seu mais recente artigo publicado no site Suno Research, Luiz Barsi Filho, um dos maiores investidores pessoas físicas da BM&FBovespa, ensina como começar a montar uma carteira de ações na Bolsa pensando no longo prazo.

Se a ideia não é curto prazo, o investidor deve buscar empresas com boa perspectiva de resultado e não “imagem”, ou seja, ações que são frequentemente alvos de cenários especulativos, comentou o megainvestidor em seus artigos semanais publicados no site Suno Research. Ele cita como exemplos algumas blue chips – Petrobras e Eletrobras -, que embora mostrem expressiva alta em 2016, estão longe dos valores que um dia já negociaram.

Segundo Barsi, para a formação de uma carteira previdenciária com ações, a melhor forma é começar de forma simples: “não se recomenda começar adquirindo uma carteira de ações e sim, apenas um ação, aquela que retrata naquele momento o dividendo mais eficiente”.

Confira abaixo a íntegra da coluna desta semana de Luiz Barsi:

Como Começar a investir (Parte 2)

Na semana passada escrevi que você deve decidir se ao investir em ações você quer ser um investidor de longo prazo ou um especulador. Acredito que ser um investidor de longo prazo é mais seguro e mais rentável.

Se você decidir se tornar um investidor de longo prazo, o passo seguinte é procurar o profissional certo para opção desejada.

Não adianta ir a uma instituição ou profissional que não entenda essa abordagem de investimento, que com certeza, você será tentado a mudar sua postura de investimento. Equivale a você ter uma dor de barriga, e procurar ir a um ortopedista. Tem que ser um profissional especializado em construir uma carteira de ações com ambições previdenciárias. Ou seja, uma carteira de ações que paguem dividendos frequentes que lhe garantam uma renda digna.

Esse profissional, sequentemente irá conduzi-lo ao caminho certo, onde a volúpia por comprar ações de empresas que produzem apenas imagem é descartada.

Especificamente as chamadas blue chips, que sempre são alvo de cenários especulativos, por acumularem altos índices de liquidez – você compra fácil, vende fácil e perde fácil. blue chips são as empresas mais conhecidas do mercado, empresas como Petrobras, Vale, etc…

Apesar da alta em 2016, a Petrobras é um exemplo recente de fortes perdas que produziu aos investidores ao longo dos últimos anos. O mesmo ocorreu com a Eletrobras, que também chegou a ser contada a níveis comprometedores, com perda de valor sem precedentes.

Apesar da alta de 2016 ambas as empresas seguem longe dos valores que já negociaram no passado.

Assim, você deve ser orientado a comprar perspectiva de resultado e não imagem.

Outro fator importante a ser avaliado é que o profissional eleito para orientá-lo esteja integrado na postura de investimento, tendo participação ativa no processo, pois só assim ele reunirá condições de produzir boas aplicações e bons retornos.

Vejam que a maioria das instituições financeiras limitam seus profissionais de investir em ações por interpretarem que estes estariam diante de um conflito de interesses.

Eu indico que a formação de uma carteira de previdência com ações se inicie de forma simples, ou seja: não se recomenda começar adquirindo uma carteira de ações e sim, apenas um ação, aquela que retrata naquele momento o dividendo mais eficiente.

Na medida em que obtenham resultado via dividendos e você consiga economizar dinheiro e fazer novas compras, vamos selecionando novos papéis para aplicar esses dividendos e assim sucessivamente. Assim, ao longo do tempo você terá a sua carteira previdenciária.

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